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Segunda-Feira, 06 de abril de 2026

Maceió

Dados do IBGE revelam que Maceió conta atualmente com coleta de lixo acima da média nacional

Em cinco anos, capital já retirou 1,2 milhão de toneladas de resíduos descartados

Dados do IBGE revelam que Maceió conta atualmente com coleta de lixo acima da média nacional

(Imagem: Bárbara Wanderley/Ascom Alurb)

Ao longo dos últimos cinco anos, a Prefeitura de Maceió alcançou a marca de 1,2 milhão de toneladas de lixo recolhidas em pontos críticos da cidade. O resultado reflete o fortalecimento das ações de limpeza urbana e a eficiência da coleta regular, que hoje atende 97,7% dos domicílios, segundo dados do IBGE.

Os serviços de coleta e todas as suas operações são mantidos pela Autarquia de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb), incluindo o destino final dos resíduos e a recuperação de áreas degradadas no município.

Dos cerca de 343 mil domicílios particulares permanentes ocupados em Maceió, 97,7% têm acesso à coleta, o que representa aproximadamente 335 mil lares com habitação ativa. Estes excluem casas vazias, imóveis à venda ou residências de veraneio, servindo como a base real para calcular a cobertura de serviços públicos e neste caso, são apenas imóveis com habitação ativa.

O índice em Maceió supera a média nacional e regional. Com 97,7% de cobertura, a capital alagoana está acima dos 91,7% registrados no Brasil e dos 83,8% verificados no Nordeste em domicílios ocupados.

O diretor-presidente da Alurb, Moacir Teófilo, afirma que a evolução dos serviços é constante e o atendimento é efetivo, mas ressalta que o descarte irregular por parte de uma parcela da população ainda é um desafio.

“Temos evoluído gradativamente em todos os aspectos. Nossos serviços atendem toda a cidade de forma regular, ofertando o descarte correto para os maceioenses. No entanto, ainda enfrentamos a falta de adesão de alguns que insistem em descartar irregularmente”, diz.

A coleta doméstica mantém regularidade, com média de 31 mil toneladas recolhidas por mês. Somente em 2025, foram recolhidas 229 mil toneladas de lixo. Nos primeiros anos da gestão JHC, a variação percentual positiva foi de 49%, de 2021 para 2022. 

A coleta seletiva vem como um dos principais destaques das ações municipais, uma vez que, já atende cerca de 50 mil residências e mostra avanço de 119% entre 2021 e 2025. Para os locais que ainda não contam com a coleta seletiva “porta a porta”, o cidadão pode destinar os resíduos a um dos 32 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), onde o material reciclável será também recolhido por alguma das cinco cooperativas parceiras. Demais informações de descarte e cooperativas atuantes podem ser acessadas aqui.

Já os objetos de grande porte, como geladeiras, sofás, camas, vasos sanitários e diversos outros que não podem e não devem ser descartados no lixo comum, podem ser retirados gratuitamente com o serviço gratuito de Coleta de Volumos, oferecido pela Alurb.

Indo além da coleta de lixo tradicional, seletiva e de volumosos, a Prefeitura conduz alternativas específicas não só para o descarte correto, mas também com a prevenção e cuidados com o lixo descartado incorretamente. Assim, entram como iniciativas a limpeza de canais e galeria, projetos como o Ecoboat, Ecoletas, Ecopontos e as Ecobarreiras. Ações que buscam efetivamente reduzir os impactos ambientais e os problemas urbanos de coleta de lixo.

Cuidado compartilhado

No mês de março deste ano, o município implantou seis novas Ecobarreiras nos canais do Sapo e Gulandi, além de dois pontos no Riacho Salgadinho, situados no Vale do Reginaldo. As estruturas funcionam como barreiras físicas que impedem que materiais como garrafas plásticas e sacolas sejam levados ao mar.

No entanto, uma Ecobarreira localizada no Vale do Reginaldo teve duas bombas e cordas furtadas, o que desestabilizou seu funcionamento. A estrutura foi alvo de vandalismo apenas três dias após a instalação.

“É necessário que a população entenda que a responsabilidade é compartilhada entre eles e nós, o poder público. Ofertamos diversas alternativas para que façam da maneira correta e investimos em novas tecnologias que preservam o meio ambiente, evitando que itens recicláveis ou volumosos vão parar nas praias, córregos e canais da cidade", reforça Moacir.

O cuidado com o meio ambiente, com a saúde e com o bem-estar da população é uma via de mão dupla. Descartar corretamente o lixo pode prevenir doenças, intensificar o controle de pragas e garantir que o meio ambiente não seja a principal vítima.

*Redação com Assessoria