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Domingo, 25 de agosto de 2019 | TEMPO: PARCIALMENTE NUBLADO

Política

Comissão da Assembleia Legislativa discute relatório da CPRM sobre caso Pinheiro

Comissão da Assembleia Legislativa discute relatório da CPRM sobre caso Pinheiro

(Imagem: Assessoria)

Os deputados estaduais Cabo Bebeto (PSL-AL) e Davi Maia (DEM-AL), que compõem a Comissão Especial do Pinheiro, estiveram reunidos com o representante da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), o geólogo Thales Sampaio; da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio/AL), comerciantes e moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro; e os vereadores por Maceió, Francisco Sales (PPL-AL) e Cleber Costa (PP-AL), para discutir a situação atual dos três bairros e de seus moradores. A reunião também serviu para atualizar os dados dos relatórios divulgados pelos técnicos da CPRM, no ano passado.

Na ocasião, Cabo Bebeto disse que vem recebendo várias reclamações de que a Caixa Econômica Federal vem dificultando a liberação dos recursos relativos ao seguro obrigatório aos mutuários do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que residem nas áreas de risco de desmoronamento. "Na próxima quarta-feira, terá uma reunião da CPRM com a Caixa [Econômica Federal], em Brasília, para debater a questão do seguro. Irei fazer o possível para participar", afirmou. O deputado disse ainda que vai marcar para os próximos dias, uma reunião da comissão com representantes da Braskem. "A situação é bastante séria e complexa, por isso, a população precisa acompanhar de perto o que vem acontecendo. Estamos trabalhando juntos para dar uma solução e uma resposta aos moradores", destacou.

O geólogo Thales Sampaio afirmou que a solução do problema que aflige milhares de famílias depende de um esforço multidisciplinar, que envolve profissionais e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL). "Foi uma reunião bastante proveitosa, porque tivemos a oportunidade de responder alguns questionamentos dos moradores e esclarecer pontos do relatório que fizemos, sobre a situação da região. Explicamos tudo que foi feito pelos pesquisadores do Sistema Geológico do Brasil. É preciso deixar claro que as causas já foram identificadas, agora precisamos ajudar na solução das questões que são bastante graves", disse.

O presidente da Associação dos Empreendedores do bairro do Pinheiro e adjacência, Alexandre Sampaio, destacou que a associação busca juridicamente a solução para reparar os danos causados aos moradores. "Vivemos num Estado democrático de direito, então, é preciso que se prove na justiça quem são os responsáveis por tudo aquilo que vem acontecendo. O relatório da CPRM foi claro e definitivo, a responsabilidade da subsidência e das rachaduras vem da mineração feita pela Braskem e, por isso, precisamos de uma decisão final da justiça no âmbito civil, financeiro e criminal. É preciso deixar claro ainda que a Braskem não agiu sozinha, tivemos a omissão de órgãos municipais, estaduais e federais", afirmou.

Fecomércio

A representante da Fecomércio, jornalista Graça Carvalho, que esteve presente na reunião, distribuiu uma nota da entidade, com o intuito de prestar contas à sociedade sobre as ações do órgão em defesa dos empresários e empreendedores dos três bairros afetados por abalos sísmicos.

"As ações incluem, até o momento, três pesquisa do Instituto Fecomércio, relativas ao impacto do dano ambiental no contexto socioeconômico dos bairros atingidos; ofício às autoridades constituídas e participação em grupos de trabalho e audiência pública, em busca de benefícios fiscais, de linhas de créditos diferenciadas, de ações de segurança, atenção saúde, entre outros; provocação do Conselho Estadual de Proteção ao Meio Ambiente para discussão do dano ambiental à região e participação na Câmara Técnica, instituída pelo órgão, para o acompanhamento permanente da situação", diz a nota, que relata outras iniciativas da federação.

Leia na íntegra a nota emitida pela Braskem a respeito de seus esclarecimetos.

Nota à imprensa

A Braskem reafirma que tem prestado todos os esclarecimentos às autoridades. E está à disposição da Comissão Especial da Assembleia Legislativa para disponibilizar todas as informações sobre o caso. A empresa entende que o laudo não é definitivo e segue realizando estudos e atividades técnicos-científicos para compreender os fenômenos geológicos nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Dada a complexidade do tema, a empresa contratou estudos e avaliações de especialistas brasileiros e internacionais para buscar a melhor solução que garanta a segurança das pessoas. Adicionalmente, a empresa está empenhada na conclusão dos sonares de todas as minas, análise considerada fundamental por especialistas para a compreensão das causas.
Em cooperação com autoridades locais, a Braskem vem implementando ações emergenciais na região, a exemplo da doação e instalação de equipamentos para a Central de Monitoramento da Defesa Civil e da estação meteorológica, recuperação de ruas danificadas por trincas e monitoramento de movimentação do solo por GPS de alta precisão, entre outras medidas.
A Braskem reitera com a sociedade alagoana o seu compromisso de atuação empresarial responsável, assim como tem feito há mais de quatro décadas no Estado.

Desde já, agradecemos.

*Redação Alagoas Alerta com Assessoria

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