Aguarde. Carregando informações.
MENU

Domingo, 25 de agosto de 2019 | TEMPO: PARCIALMENTE NUBLADO

Política

Prefeito cassado é alvo de outras investigações na câmara de Rio Largo

Prefeito cassado é alvo de outras investigações na câmara de Rio Largo

(Imagem: Reprodução )

O prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves (PP), com mandato cassado pela Câmara de Vereadores de Rio Largo, recorreu da decisão com pedido liminar. Após ter a solicitação negada em primeira instância, Gilberto decidiu ingressar com novo pedido no Tribunal de Justiça de Alagoas.

Mesmo que o gestor consiga uma decisão favorável na Justiça e retorne ao cargo, Gonçalves terá ainda que responder a várias outras denúncias de crimes, apurada por mais uma Comissão Especial Processante de Investigação (CEI) do Legislativo local.

O prefeito cassado apresentou defesa contra as acusações ainda na última quarta-feira, negando a prática de quaisquer crimes. Nesta próxima segunda-feira (22), a CEI volta a se reunir para analisar o material e definir as próximas ações com base na legislação.

Nesta denúncia apresentada à Câmara e que resultou na abertura da CEI, Gilberto Gonçalves é acusado por "condutas incompatíveis com a dignidade e o decoro do cargo". Na lista de crimes que o prefeito cassado teria cometido, segundo a documentação que faz parte do processo, constam "ocultação de patrimônio junto à Receita Federal e Câmara de Vereadores"; "sonegação fiscal"; "lavagem de dinheiro, mediante constituição de empresas e compra de imóveis em nome de 'laranjas', inclusive usando seus filhos" e "falsidade ideológica em diversos contratos de constituição de empresas e em escrituras de imóveis, entre outros.

No material em apreciação pela comissão, constam como objetos de investigação a compra de um terreno às margens da BR 104, nas imediações do conjunto residencial Eustáquio Gomes, em Maceió, que segundo a denúncia envolveria "conduta fraudulenta", a realização de "obra particular sem alvará e devendo IPTU", "ocultação de imóveis e de 23 empresas", entre 1997 e 2018, "fraude a execução" em processos trabalhistas e "uso de material de construção e da mão de obra de servidores". Nessa última, conforme a apuração, Gilberto Gonçalves teria realizado obras na própria residência, na da mãe dele e de outros integrantes da prefeitura.

Gilberto Gonçalves foi afastado do cargo após a sessão do plenário da câmara, realizada na tarde da quarta (17), decidir por 10 votos a 1 que ele era culpado por nomeações irregulares dos filhos que contrariam a legislação e pelo uso irregular da máquina pública.

Foram 3 denúncias que geraram investigação em duas comissões processantes.

*Redação Alagoas Alerta com Gazeta Web

Comentários