Aguarde. Carregando informações.
MENU

Sexta-Feira, 19 de abril de 2019 | TEMPO: PARCIALMENTE NUBLADO

Polícia

'Se eu não fizesse tudo o que pedisse, ele ia me matar', diz vítima de estuprador

'Se eu não fizesse tudo o que pedisse, ele ia me matar', diz vítima de estuprador

(Imagem: Ilustração)

Uma das vítimas de um estuprador em série que agia em Maceió afirmou que não reagiu ao estupro porque o homem disse que a mataria e procuraria seus pais caso ela não fizesse o que ele estava pedindo. O suspeito foi preso em Guaxuma na manhã desta segunda-feira (15).

“Ele era muito violento. Ele ameaçava que se eu não fizesse tudo isso que ele pedisse, ele ia me matar e iria procurar meus pais”, contou a adolescente de 14 anos à reportagem do Bom Dia Alagoas.

Ela foi ao imóvel onde aconteciam os estupros, na Avenida Rotary, acompanhada da polícia para fazer o reconhecimento do local. A vítima conta que foi abordada pelo suspeito por volta das 19h e só chegou em casa perto das 22h. Ela afirma que o estupro aconteceu em novembro de 2018.

“Ele parou o carro, e nisso já ameaçou pedindo para você [ela] encostar no carro, que não era para gritar. Aí como estava passando algumas pessoas na rua, ele tapeou dizendo: ‘onde tem uma igreja?’. Nisso, ele me colocou dentro do carro, aí colocou o pano no [meu] rosto e já me trouxe para o local onde foi feito. Eu estava sozinha. Na hora da vinda não deu para ver muito bem [para onde estava indo], só que quando estava voltando eu consegui tirar a venda do rosto porque eu estava muito nervosa e deu para ver um pouco do caminho”, conta a menina.

Segundo a polícia, o homem é servidor da Câmara de Vereadores da capital. Ele trabalhava para o vereador Chico Filho (PP), que afirmou que desconhece os crimes e que vai exonerar imediatamente o servidor.

Segundo a gerente de Polícia Judiciária da Região (GPJ-1), delegada Ana Luíza Nogueira, há pelo menos 19 casos contra mulheres sendo investigados e 9 deles já foram confirmados. 

De acordo com a vítima, o suspeito mostrou uma arma e ameaçou que se ela gritasse ele chamaria outros três homens para dentro do local. As agressões sexuais duraram cerca de duas horas e ela ficou consciente durante toda a ação, segundo o relato da adolescente.

“Ele me ameaçou dizendo que não era para eu contar para ninguém porque ele iria voltar a me procurar e que não era para mim procurar a polícia porque ele tinha mais outros caras que poderia também me machucar”, diz.

Nervosa, a vítima afirma que apesar da prisão do suspeito, o medo permanece.

“[Ao voltar aqui agora] eu senti muito nervoso, suando, vontade chorar. Foi muito ruim porque lembra tudo que [se] passou aqui dentro. O medo de sair na rua e de entrar em algum carro continua”, relata.

*Redação Alagoas Alerta com G1

Comentários