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Quarta-Feira, 18 de setembro de 2019 | TEMPO: PARCIALMENTE NUBLADO

(IN)DEPENDÊNCIA DO BRASIL

COLUNISTAS André Barros

Pós graduado em Direito Penal, mestrando em educação do MINTER UNISUL-FAT e tecnólogo em Artilharia pelo Exército Brasileiro

(IN)DEPENDÊNCIA DO BRASIL

 

Hoje é dia de desfile cívico-militar, apesar das velhas e atuais críticas relativas à verdade sobre a independência do Brasil.

Como a história é o laboratório da sociedade, é importante compreender os fatos relacionados ao passado e ao presente da independência pátria, na tentativa de esclarecer as seguintes dúvidas: o Brasil é realmente um país independente? Por que e em que medida é possível atualmente afirmar ou negar a independência nacional?

Várias ideias relacionadas a esse assunto poderiam ser trabalhadas. Com certeza daria para produzir um livro ou até um tratado sobre o tema, mas, a despeito de qualquer delonga, é preciso atentar para uma questão central: por que se constituíram países independentes?

Na perspectiva dominante, é possivel dizer que: um povo que possui uma base cultural comum torna-se independente para que possa criar suas instituições e, através delas, construir sua própria história na busca do desenvolvimento e da prosperidade, livre do jugo da dominação. Esse é basicamente o processo histórico de organização política das nacionalidades.

Interessante notar, porém, que - para além da história pátria e até mesmo das fronteiras nacionais - existe um mundo integrado! Integração avançada em múltiplos aspectos que se opõe ao isolamento, à independência absoluta.

Assim, o homem demarcou espaços e atribuiu nomes a oceanos, hemisférios, continentes e países. Criou bandeiras, hinos, instituições, desenvolvimento e riquezas nacionais, contudo a humanidade - que está além das nacionalidades - ainda enfrenta problemas fundamentais. Em especial, a fome e as diversas formas de violência.

Nesse contexto, se a efetivação global dos direitos humanos só pode ser construída pela humanidade, é possível, então, afirmar que o Brasil não é um pais independente. Aliás, nenhum país é.

Os problemas universais atestam que há apenas (in)dependência, pois, para além das bandeiras, somos todos humanos no mundo, compartilhando mazelas e sonhos. A bandeira dos direitos humanos deve tremular sempre acima de todas as outras.

Feliz 07 de setembro, dia de conscientização.

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