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Quarta-Feira, 17 de outubro de 2018 | TEMPO: PARCIALMENTE NUBLADO

CRISE ECONÔMICA NO BRASIL: COMO TUDO COMEÇOU.

COLUNISTAS Charles Vieira

Charles Vieira é estudante de Direito da Universidade Federal de Alagoas-UFAL.

CRISE ECONÔMICA NO BRASIL: COMO TUDO COMEÇOU.

Resumo da crise econômica no Brasil

CRISE ECONÔMICA NO BRASIL: COMO TUDO COMEÇOU.

(Imagem: )

          No segundo semestre de 2008 a economia brasileira estava em ordem.  As políticas fiscais adotadas durante o primeiro governo Lula geraram uma estabilidade econômica que ocorreu poucas vezes na história do país.

          Nesse período, a renda da população ampliava, o poder de compra do salário mínimo alcançava o segundo maior valor da história do Real, a miséria foi reduzida 50% entre 2003 e 2008, e os investimentos cresceram 25% nessa época. Este cenário econômico favorável foi resultado de uma política monetária austera e previsível, que gerou confiança no mercado externo.

          Entretanto, em setembro de 2008 ocorreu a crise financeira mundial que transformou a política econômica do Brasil, para combater os efeitos da crise o governo brasileiro passa a utilizar os bancos estatais como principal ferramenta de expansão do crédito. Tais medidas apresentam resultados a curto prazo, a economia crescia e a inflação estava estável.

          A nova matriz econômica tinha como base uma política fiscal expansionista, juros baixos, crédito barato fornecido por bancos estatais, câmbio desvalorizado e aumento das tarifas de importação para estimular a indústria nacional.

          Já no governo Dilma, no início de 2012, o governo passa a valer-se dos bancos estatais para fornecer empréstimos a juros baixos, resultando na expansão do crédito. O consumismo e o endividamento passam a ser incentivados pelo governo, com a crença de que ambos é que são fatores de crescimento econômico.  A expansão do crédito em conjunto com o aumento das tarifas de importação faz com que a inflação de preços comece a crescer.

          Em ato contínuo, o Estado cancela unilateralmente os contratos de concessão das empresas de geração e transmissão de energia com o objetivo de fazer novos contratos e impor tarifas menores. Dessa forma, as distribuidoras de energia passam a recorrer ao mercado de energia de curto prazo, no qual os preços negociados são muito superiores em relação aos ofertados pelas geradoras que ficaram sob intervenção. As distribuidoras ficam desabastecidas e endividadas.

          Como resultado dos repasses do Tesouro aos Bancos Públicos e às distribuidoras de energia, as contas públicas entram em desordem. Sendo assim, para mantê-las artificialmente equilibradas, o governo recorre a truques contábeis que consistem em atrasar repasses tanto para bancos estatais quanto para autarquias, como o INSS.  Esses truques contábeis se tornam popularmente conhecidos como "pedaladas fiscais", as quais constituem um crime de responsabilidade fiscal.

          Outrossim, os investidores estrangeiros percebem os truques contábeis do governo e entendem que a dívida bruta está alcançando padrões perigosos, reduzindo drasticamente o grau de investimento no país. Como consequência, a taxa de câmbio dispara.  O dólar, que estava em R$ 1,65 no início do governo Dilma, chega a R$ 3,60 em agosto de 2015.

          O crescimento do dólar resulta no aumento dos combustíveis e da conta de luz. Dessa forma as empresas, estabelecimentos comerciais e ofertantes de serviços a repassa esses custos aos seus preços. Como consequência, vendem menos e a receita cai.

          Com a alta dos preços, a renda real em queda e o endividamento recorde da população, as vendas no varejo despencam, as vendas de automóveis desabam, a indústria encolhe e o desemprego aumenta.  As famílias endividadas são consequências inevitáveis de uma política de estímulo ao consumo que têm dificuldade para quitar as parcelas de suas dívidas. 

          Logo, podemos concluir que a situação econômica atual é resultado de uma sequência de desastrosas intervenções governamentais na economia, durante o período Lula-Dilma.

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