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Terça-Feira, 21 de maio de 2019 | TEMPO: PARCIALMENTE NUBLADO

COLUNISTAS Língua Ferina

Após ter internet cortada, filho reencontra a mãe que morava na mesma casa que ele

Após ter internet cortada, filho reencontra a mãe que morava na mesma casa que ele

reencontro (Imagem: internet)

Li essa frase no Instragram agora a pouco e serviu de reflexão.

Hoje, especialmente hoje, por ser dia das mães, todo filho posta fotos e comentários amorosos, expondo ao mundo um sentimento lindo mas que tem aparecido cada vez menos. As vezes, até, só no dia de hoje.

Quem aqui não conhece um filho que fala muito pouco com sua mãe ou de sua mãe. Que não tem paciência de ouvir aquelas velhas e repetidas histórias contadas tantas e tantas vezes. Que não passeia com a mãe, não a acompanha na missa do domingo, nem, tampouco, no dia de feira ou de ir ao médico.

A verdade é que muitos de nós amamos para Internet. Para mostrarmos que somos humanos, caridosos, perfeitos, quase.

A verdade é que muitos de nós somos egoístas e só nos preocupamos com nós mesmos. Se estamos felizes, pronto. É o bastante.

Eu conheço gente que quando a mãe liga vai logo dizendo: o que é mãe? Diga, o que foi? De novo mãe?

Até que um dia a mãe parte e fica a saudade, a dor, a lamentação e o sofrimento por não ter dado a ela todo o amor do mundo, toda a atenção do universo.

Quantos domingos você queria, agora, tê-la ao seu lado. Para ir à feira, à missa, ao médico? Para ouvir as mesmas e repetidas histórias?

Faça de cada dia o dia das mães. O dia da sua mãe. Não espere perder para dar valor. Esteja certo que quando o telefone tocar, no meio de um show ou de uma conversa com os amigos, a voz que você ouvirá será da pessoa que mais lhe ama nessa vida: sua mãe!

*Língua Ferina

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