Sábado, 07 de março de 2026
Sábado, 07 de março de 2026
Banqueiro ficará em cela individual, com duas horas de banho de sol por dia e visitas apenas em parlatório monitorado
Preso de forma preventiva na Penitenciária Federal de Brasília, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, vai seguir uma rotina rígida e altamente controlada dentro do sistema federal de segurança máxima.
Vorcaro vai passar por uma etapa inicial chamada de “cela de inclusão”. Nessa fase, que dura pelo menos 20 dias, o banqueiro vai ficar isolado enquanto recebe orientações sobre as regras da unidade.
Durante esse período, policiais penais apresentam a rotina da penitenciária e entregam um documento com os direitos e deveres do preso.
Depois do período inicial, Vorcaro será transferido para uma cela definitiva, com aproximadamente 6 m².
O espaço é equipado com cama, sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento, além de roupa de cama. Não há tomadas elétricas no local, e o funcionamento do chuveiro e da iluminação é controlado pela administração da penitenciária, sendo ativado e desligado em horários previamente definidos.
Nas celas também não há televisão, rádio ou qualquer meio de comunicação externa direta.
‘Kit preso’ tem chinelo, shampoo, papel higiênico e ‘Ainda Estou Aqui’
Vorcaro recebeu livros e um kit com uniformes — como bermuda ou calça, camiseta, blusa de frio e calçado — além de materiais de higiene pessoal.
Entre os itens estão sabonetes em barra, escova e creme dental, desodorante, shampoo, condicionador, toalha e papel higiênico.
Também fazem parte do conjunto utensílios básicos, como prato de plástico, copos, talheres e uma esponja para limpeza dos pertences.
Os livros entregues ao banqueiro foram Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva; Tempestade de Ônix, de Rebecca Yarros; e Stairway to Heaven: Led Zeppelin Sem Censura, escrito por Richard Cole.
As obras fazem parte das opções de leitura disponíveis durante o período de triagem, considerado uma das etapas mais rígidas do sistema penitenciário federal.
Avaliação médica e triagem
Ainda na fase de inclusão, equipes de especialistas federais em assistência à execução penal avaliam o estado de saúde do preso.
O objetivo é identificar eventuais necessidades específicas, como restrições alimentares, uso de medicamentos ou realização de exames laboratoriais. O procedimento também garante a continuidade de tratamentos médicos que o custodiado já realizava antes da transferência.
Durante essa fase, o detento não tem contato com outros presos da unidade.
Rotina diária controlada
No sistema penitenciário federal, todos os presos seguem o mesmo regime disciplinar, conforme as regras da Lei de Execução Penal.
Os custodiados têm direito a duas horas diárias de banho de sol e recebem seis refeições por dia. Também são garantidas assistências previstas em lei, como atendimento de saúde e assistência jurídica.
As visitas sociais e os encontros com advogados ocorrem em parlatórios — espaços separados por vidro e com comunicação monitorada — seguindo protocolos rígidos de segurança.
*Estadão Conteúdo