Quarta-Feira, 04 de março de 2026
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Aumento de delegacias especializadas ajudaram a deter 11,7 mil suspeitos até outubro, 36,7% a mais que mesmo período de 2024
Feminicídios cresceram em SP mesmo com aumento das prisões de suspeitos (Imagem: GABRIEL SILVA/RASPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)
São Paulo prendeu 11,7 mil suspeitos de violência contra a mulher até outubro deste ano, um aumento de 36,7% em relação às 8.600 detenções associadas a agressões ao gênero no mesmo período do ano passado. Os dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do estado.
As prisões em flagrante associadas aos feminicídios também cresceram, mas em ritmo menor. Foram 108 detenções entre janeiro e outubro, contra 99 no mesmo período de 2024 — alta de 9%.
Apesar de mais suspeitos que apavoram mulheres atrás das grades, as forças de segurança do estado ainda não conseguiram frear o número de feminicídios. São Paulo contabilizou 204 casos entre janeiro e outubro deste ano, uma média de 20 por mês (veja o gráfico abaixo).
Violência contra a mulher
A SSP (Secretaria de Segurança Pública) atribui a alta das detenções à expansão das DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher), ao uso de tecnologia e à integração da rede de proteção.
A delegada Cristine Nascimento, da 1ª DDM, explica que o resultado é fruto de uma força conjunta de todas as delegacias da mulher do estado — São 142 unidades.
As DDMs ganharam o reforço de 473 policiais civis, entre escrivães, investigadores e delegados desde a formatura de novembro do ano passado.
“A mulher nos procura quando ela se sente segura, quando ela se sente acolhida. Por isso é tão importante termos espaços físicos adequados para recebê-la. Esse primeiro momento é fundamental para que ela entre no ciclo de atendimento e consiga sair do ciclo de violência”, diz a delegada.

*R7