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Insumo da CoronaVac deve chegar ao Brasil na próxima semana, diz diretor do Butantan

Insumo da CoronaVac deve chegar ao Brasil na próxima semana, diz diretor do  Butantan

(Imagem: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO)

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, confirmou nesta quinta-feira (15) que os 3 mil litros de insumo para produção de novas doses da CoronaVac chegarão a São Paulo na manhã da próxima segunda-feira (21).

"Vai chegar no dia 19. Está certo, o voo já está confirmado. Chegará no dia 19, logo pela manhã", disse o diretor em entrevista à GloboNews.

O lote permitirá a produção de aproximadamente 5 milhões de doses da vacina, que devem começar a ser entregues a partir do dia 3 de maio ao governo federal, conforme revelado por Dimas Covas em coletiva de imprensa do governo estadual nesta quarta (14).

Na semana passada, o Instituto anunciou que a remessa atrasada foi liberada para importação. A expectativa era a de que chegasse até o dia 20. No cronograma inicial, entretanto, o Instituto deveria ter recebido 6 mil litros entre os dias 6 e 8 de abril.

"Ocorreu neste início de mês um atraso na matéria-prima e com essa chegada na próxima segunda tenho a expectativa que esse fluxo regularize. O Butantan já entregou mais de 40 milhões de doses, até segunda-feira serão mais de 42 milhões. Esperamos cumprir até agosto o compromisso de entregar 100 milhões de doses", completou Dimas Covas.

O envio da matéria-prima é fundamental para que o Instituto consiga completar a entrega de 46 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunização (PNI), prevista no primeiro contrato com o governo federal. A previsão do instituto era a de concluir o envio até o final deste mês.

Nesta quarta, o Butantan entregou ao Ministério da Saúde mais um milhão de doses, totalizando 40,7 milhões desde o início de janeiro.

Em coletiva de imprensa nesta quarta (14), Dimas Covas disse que o Instituto irá acelerar o processo de envase e rotulagem, etapa final de produção da vacina, para conseguir cumprir a entrega ao Ministério da Saúde.

"Vinte dias de produção é o máximo. Estamos trabalhando com a possibilidade de encurtar o prazo de liberação", afirmou.

Além desses três mil, um outro lote com a mesma quantidade ainda está em processo de autorização para ser importado.

"O segundo lote de 3 mil ainda não tem liberação. Estamos aguardando, o material está pronto, mas não temos autorização pra fazer a importação", explicou o diretor.

Eficácia

Um estudo clínico final sobre a Coronavac divulgado neste domingo (11) mostra que a eficácia da vacina é maior do que nos resultados iniciais divulgados entre dezembro e janeiro.

 

O estudo foi feito pelo Instituto Butantan, que produz a vacina em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

 

Dimas Covas também defendeu a importância da população tomar a segunda dose, mesmo que após o prazo considerado pelos estudos como ideal.

"No caso do Butantan, o intervalo é de 28 dias. Se ela perdeu, se atrasou uma semana, quinze dias, não compromete a imunização. Agora, se deixar de tomar, fica com imunidade parcial. É necessário que as pessoas retornem pra tomar a segunda dose. Importante para completar o esquema vacinal."

*G1