Segunda-Feira, 09 de março de 2026
Segunda-Feira, 09 de março de 2026
A PF (Polícia Federal) trabalha com a expectativa de concluir até o meio do ano a primeira fase da investigação sobre o caso Master.
A apuração deve estar delimitada aos crimes financeiros ligados ao banco, com as ramificações políticas aparecendo em um segundo momento.
Entre os principais eixos da investigação está a tentativa de venda do Master ao BRB (Banco de Brasília). A negociação levantou suspeitas de que ativos oferecidos ao BRB poderiam não ter lastro real ou ter sido superavaliados, em meio a indícios de que o banco enfrentava dificuldades de liquidez.
A PF já busca esclarecer se carteiras de crédito e outros ativos usados na negociação tinham valor real ou se foram estruturados de forma artificial para sustentar a operação. A tentativa de venda acabou sendo barrada pelo Banco Central meses antes da liquidação da instituição financeira.
Apesar de o vazamento de informações do caso revelar relações próximas do banqueiro Daniel Vorcaro com figuras do meio político e do judiciário, investigadores afirmam que essa não é a prioridade neste momento da apuração e qualquer avanço sobre a política deverá ocorrer apenas em uma segunda etapa da investigação.
Por outro lado, a condução da investigação pode sofrer ajustes a depender das revelações ao longo do processo. André Mendonça, ministro e relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), pode direcionar as apurações de outra forma.
Na PGR (Procuradoria-Geral da Repùblica), integrantes avaliam que o cenário ainda está aberto. A tendãncia, segundo esse entendimento, é aguardar o avanço das apurações pela Polícia Federal para definir se haverá ampliação da investigação ou novos desdobramentos.
*CNN/Blog da Tainá Falcão