Sexta-Feira, 09 de janeiro de 2026
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Vital do Rêgo Filho diz que vai estabelecer uma forma de atuação para evitar ultrapassar limites constitucionais
O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Vital do Rêgo Filho (Imagem: José Cruz/Agência Brasil)
O presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro Vital do Rêgo Filho, defendeu que a fiscalização do BC (Banco Central) no caso da liquidação do Banco Master deve respeitar limites constitucionais, a exemplo do sigilo bancário.
À CNN Brasil, o presidente voltou a defender a prerrogativa do órgão de fiscalização, mas admitiu que é preciso estabelecer uma forma de atuação técnica para evitar ultrapassar esses limites.
"Não precisamos perder o nosso dever de fiscalizar, mas também, ao mesmo tempo, saber que existem limites constitucionais. De um lado, eu tenho a Constituição me resguardando do direito de fiscalizar; do outro lado, existem determinadas situações que devem obediência, como o sigilo bancário", disse.
Segundo Vital do Rêgo, no retorno dele a Brasília na próxima segunda-feira (12), ele se dedicará a estabelecer "um modus operandi" para o trabalho do TCU.
A declaração do presidente do TCU ocorre em meio à expectativa de que o relator do caso Banco Master, ministro Jhonatan de Jesus, suspenda a inspeção no Banco Central nos documentos sobre a liquidação.
A sinalização de recuo ocorre em meio à pressão do mercado financeiro e ao desconforto de ministros do órgão com a atuação de Jesus. O isolamento do relator levou à reavaliação da postura.
O relator teria sido convencido pelos demais ministros a paralisar o caso até o fim do recesso da Corte. Desse modo, o assunto voltaria a ser debatido, desta vez pelo colegiado, apenas na primeira sessão de 2026, marcada para o dia 21 de janeiro.
Também à CNN Brasil, Vital do Rêgo afirmou que a avaliação sobre a possibilidade de reversão da liquidação extrajudicial do Banco Master não cabe à Corte, mas sim ao STF (Supremo Tribunal Federal).
"O dever do TCU é levantar dados sobre se a liquidação foi feita dentro da legalidade. Quanto a isso, não resta dúvida, e o Banco Central também entende isso."
O setor financeiro e outros segmentos da economia brasileira temem que a apuração do TCU sobre a atuação do BC no caso Master resulte na reversão da liquidação extrajudicial.
*CNN/Blog Jussara Soares