Sábado, 21 de fevereiro de 2026
Sábado, 21 de fevereiro de 2026
Agora sem a pressão da avaliação dos jurados, Mangueira, Imperatriz, Salgueiro, Vila Isabel, Beija-Flor e a campeã Viradouro desfilam, na ordem inversa à da colocação na apuração.
A Marquês de Sapucaí recebe neste sábado (21) de volta as seis mais bem colocadas escolas do Grupo Especial para o tradicional Desfile das Campeãs – agora sem a pressão da avaliação dos jurados.
A ordem é inversa à classificação. Quem abre a festa é a Estação Primeira de Mangueira, sexta colocada. A grande campeã, a Unidos do Viradouro, fecha a madrugada. Os ingressos estão esgotados.
Ordem dos desfiles:
A noite promete atingir o ápice com a Viradouro. A Vermelha e Branca de Niterói conquistou seu quarto título com o enredo “Pra cima, Ciça!”, uma homenagem em vida a Mestre Ciça.
O desfile campeão foi construído como um roteiro de cinema. Já na comissão de frente, o público foi surpreendido quando o próprio Ciça surgiu no meio dos bailarinos, tirou o figurino e se revelou sob os holofotes.
Ao lado de sua versão mirim, reviveu a própria trajetória antes de ser içado em um grande apito cenográfico que se transformava nos arcos da Apoteose.
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Mestre Ciça e Juliana Paes no desfile da Viradouro — Foto: Alexandre Macieira/Riotur
Teve ainda encenação de mal-estar, saída estratégica da avenida e retorno triunfal à bateria. Tudo milimetricamente calculado — e emocionalmente devastador. A escola gabaritou os nove quesitos e fechou com 270 pontos válidos.
O desfile também marcou o retorno de Juliana Paes como rainha de bateria após 18 anos, além de recriar a icônica imagem de 2007, com ritmistas desfilando sobre alegoria
Vice-campeã, a Beija-Flor apresentou o enredo “Bembé”, contando a história do Bembé do Mercado, cerimônia realizada há mais de 130 anos em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano.
A comissão de frente trouxe uma procissão de pescadores carregando um barco que se erguia na vertical, revelando a Mãe da Água. No abre-alas, rituais de purificação foram representados com beija-flores gigantes, máscaras ancestrais e referências a Oxum e Iemanjá.
Com carros imponentes, a escola transformou a Sapucaí em um grande ritual de celebração das tradições afro-brasileiras.
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Beija-Flor gastou mais de R$ 1 milhão em estrutura que vira Iemanjá em pleno desfile — Foto: Globo
A Vila Isabel buscou o quarto título com um enredo em tributo ao multiartista Heitor dos Prazeres e sua relação com a cultura afro-brasileira.
A comissão de frente resumiu a vida do homenageado, misturando ateliê, religiosidade e samba. As cores vibrantes das obras de Heitor apareceram nas fantasias, inclusive nos jalecos pintados à mão da bateria.
À frente dos ritmistas, Sabrina Sato usou uma fantasia de 40 kg. O desfile também contou com a presença de familiares do artista e de lideranças tradicionais do samba.
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Sabrina Sato em desfile pela Unidos de Vila Isabel. — Foto: Gustavo Wanderley/g1
O Salgueiro apresentou um enredo sobre Rosa Magalhães, maior vencedora da história da Sapucaí.
A comissão de frente apostou em uma apresentação tradicional, com referências aos livros e à imaginação da carnavalesca. O abre-alas trouxe um grande navio, simbolizando as viagens criativas de Rosa pelas escolas em que atuou.
A bateria desfilou fantasiada de piratas e teve como destaque um violino que ecoou sozinho em algumas paradinhas. À frente dos ritmistas desde 2008, Viviane Araújo fez mais um desfile como a rainha mais longeva do Grupo Especial.
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Carnavalesca Rosa Magalhães foi homenageada pelo Acadêmicos do Salgueiro no carnaval do Rio em 2026. — Foto: REUTERS/Tita Barros
A Imperatriz levou para a avenida o enredo “Camaleônico”, homenagem ao cantor Ney Matogrosso.
Um lobisomem gigante de 20 metros, inspirado na música “O Vira”, chamou a atenção do público. A comissão de frente usou truques de ilusionismo para representar diferentes fases da carreira do artista.
À frente da bateria, Iza encarnou uma serpente com adereço que soltava fumaça.
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Ney Matogrosso veio no último carro alegórico do desfile da Imperatriz Leopoldinense — Foto: Juliana Ferrer / Facebook Imperatriz Leopoldinense
A Mangueira apresentou o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, homenageando o líder afro-indígena conhecido como “Doutor da Floresta”.
Com onças que brilhavam no escuro e referências aos rios Oiapoque e Jari, a escola celebrou saberes tradicionais amazônicos. A rainha de bateria Evelyn Bastos trouxe elementos ligados ao marabaixo, ritmo tradicional do Amapá.
Ao fim do desfile, um carro alegórico bateu na base do monumento da Praça da Apoteose e precisou ser desmontado para liberar a dispersão. Apesar do incidente, a escola concluiu a apresentação dentro do tempo regulamentar.
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Mangueira foi a última a se apresentar no domingo de carnaval — Foto: Clara Radovicz/Riotur