Sábado, 25 de abril de 2026
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Comandante da missão registrou o fenômeno pela janela da cápsula Orion enquanto sobrevoava o lado distante do nosso satélite natural.
Comandante da missão registrou o fenômeno pela janela da cápsula Orion enquanto sobrevoava o lado distante do nosso satélite natural. (Imagem: Reid Wiseman/NASA)
O astronauta Reid Wiseman, comandante da missão Artemis II da NASA, filmou um "pôr da Terra", fenômeno em que o nosso planeta some atrás do horizonte lunar visto do espaço.
O vídeo de 52 segundos foi gravado em 6 de abril com um iPhone, pela janela de acoplamento da cápsula Orion, enquanto a tripulação sobrevoava o lado oculto da Lua, aquele que nunca fica voltado para a Terra.
Wiseman postou as imagens no último domingo (19) na rede social X; até a noite de segunda-feira, o vídeo já tinha 14 milhões de visualizações.
"Como ver o pôr do sol na praia, mas do lugar mais estranho do cosmos", escreveu Wiseman. "Só uma chance na vida."
No vídeo, a Terra aparece como uma pequena esfera azul e branca que vai gradualmente desaparecendo atrás da superfície cinza e repleta de crateras da Lua.
Enquanto Wiseman filmava com o celular, a astronauta Christina Koch fotografava o mesmo fenômeno com uma câmera Nikon. Os astronautas Victor Glover e Jeremy Hansen acompanharam a cena por outra janela da nave.
"Mal conseguia ver a Lua pela janela, mas o iPhone tinha o tamanho perfeito para capturar a cena", acrescentou o comandante. "O vídeo não tem corte nem edição, com zoom de 8x — bem parecido com o que o olho humano enxerga."
O registro remete à icônica foto do "nascer da Terra", tirada pelos astronautas da missão Apollo 8 em 1968, a primeira viagem humana ao redor da Lua.
Naquela imagem, porém, a Terra surgia atrás do horizonte lunar, e não desaparecia.
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Estágio central do foguete que vai lançar a Artemis III é transportado da fábrica da NASA em Nova Orleans até a balsa Pegasus, em 20 de abril de 2025. — Foto: NASA/Michael DeMocker
Na segunda-feira, a NASA transportou o estágio central do foguete da Artemis III da fábrica da agência em Nova Orleans até uma balsa que o levará ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, onde será montado e preparado para o lançamento previsto para 2027.
Com 64 metros de altura quando completo, o estágio é a maior peça do foguete e carrega os tanques de combustível que alimentam os quatro motores responsáveis por colocar a nave em órbita.
A Artemis III, porém, não pousará na Lua.
A missão vai testar, em órbita terrestre, o acoplamento entre a nave Orion e as espaçonaves comerciais da SpaceX e da Blue Origin, manobra considerada essencial para que a Artemis IV, em 2028, consiga de fato pousar astronautas na superfície lunar pela primeira vez em mais de 50 anos.
A Artemis II foi a primeira missão a levar humanos às proximidades da Lua desde a Apollo 17, em 1972.
O objetivo do programa é preparar o retorno à superfície lunar e, no longo prazo, enviar astronautas a Marte.
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Comandante da missão registrou o fenômeno pela janela da cápsula Orion enquanto sobrevoava o lado distante do nosso satélite natural. — Foto: Reid Wiseman/NASA
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