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Segunda-Feira, 14 de outubro de 2019 | TEMPO: PARCIALMENTE NUBLADO

Ciência

Trio que desenvolveu baterias de íons de lítio ganha o Nobel de Química 2019

Trio que desenvolveu baterias de íons de lítio ganha o Nobel de Química 2019

(Imagem: Naina Helen Jama / TT News Agency / Reuters)

O americano John B. Goodenough, o britânico M. Stanley Whittingham e o japonês Akira Yoshino são os vencedores do Prêmio Nobel 2019 de Química pelo desenvolvimento de baterias de íons de lítio, hoje usadas em celulares, notebooks e carros elétricos. A descoberta foi feita no começo da década de 70.

"Os laureados lançaram as bases de uma sociedade sem fio e livre de combustíveis fósseis", avaliou o comitê do Nobel ao anunciar o prêmio no Twitter.

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The 2019 in Chemistry has been awarded to John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham and Akira Yoshino “for the development of lithium-ion batteries.”

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"Ganhamos acesso a uma revolução técnica", afirmou Sara Snogerup Linse, membro do comitê e professora de fisicoquímica na Universidade de Lund, na Suécia.

 

Academia sueca anunciou nesta quarta-feira (9) que os cientistas irão dividir, de forma igualitária, o prêmio de 9 milhões de coroas suecas, equivalente a cerca de R$ 3,72 milhões. 

 

John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 2019 pelo desenvolvimento de baterias de íon de lítio — Foto: 

Aos 97 anos, o americano John B. Goodenough passa a ser a pessoa mais velha a ganhar o Nobel. Ele nasceu em 1922 em Jena, na Alemanha, e ocupa a Cadeira Cockrell em Engenharia na Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos.

 

Imagem de arquivo mostra John Goodenough ao lado do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, na cerimônia em que recebeu a medalha Nacional de Ciência em 1º de fevereiro de 2013 — Foto: Brendan Hoffman / Getty Images América do Norte / AFP

Imagem de arquivo mostra John Goodenough ao lado do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, na cerimônia em que recebeu a medalha Nacional de Ciência em 1º de fevereiro de 2013 — Foto: Brendan Hoffman / Getty Images América do Norte / AFP

O britânico M. Stanley Whittingham, de 77 anos, é professor na Universidade Binghamton, parte da Universidade Estadual de Nova York, também nos Estados Unidos.

O japonês Akira Yoshino, de 71 anos, é professor na Universidade Meijo, em Nagoya, no Japão, e Membro Honorário da corporação Asahi Kasei, em Tóquio.

 

"A curiosidade foi a principal força motivadora para mim", disse o cientista durante ligação feita pelo comitê do Nobel logo após o anúncio do prêmio. Ele criou a primeira bateria de íons de lítio comercialmente viável, em 1985.

 

Na foto, de setembro de 2017, o japonês Akira Yoshino posa com baterias de lítio em Nagoya, no Japão. — Foto: Yoshiaki Sakamoto/Kyodo News via AP

Na foto, de setembro de 2017, o japonês Akira Yoshino posa com baterias de lítio em Nagoya, no Japão. — Foto: Yoshiaki Sakamoto/Kyodo News via AP

Entenda a pesquisa

Em uma bateria (ou pilha) do tipo AA, por exemplo, existem dois polos: o ânodo (o polo negativo) e o cátodo (polo positivo). Eles são separados por um eletrólito, que é tipicamente um líquido que pode acomodar cargas - ou íons.

Próximas premiações

Na quinta-feira (10), a Academia irá anunciar o prêmio de Literatura - inclusive o referente a 2018. Na sexta-feira (11), serão divulgados os vencedores do Nobel da Paz e, na segunda (14), os de Economia.

Na segunda-feira (7), foram divulgados os vencedores do prêmio em Medicina e, na terça (8), em Física.

*G1

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