Sexta-Feira, 01 de maio de 2026
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Maior parte do mercado financeiro projeta uma redução de 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Se confirmado, será o segundo corte seguido na taxa básica de juros.
Copom se reúne nesta quarta-feira para definir juro básico; decisão sai após as 18h (Imagem: Jornal Nacional/ Reprodução)
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (29) e deve efetuar nova redução na taxa básica de juros da economia, atualmente em 14,75% ao ano.
Essa é a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projeta um corte de 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. Se confirmada, será a segunda diminuição seguida no juro.
A taxa básica da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.
Se levado adiante, o novo corte da Selic acontecerá em meio à guerra no Oriente Médio, que está gerando pressão inflacionária ao redor do mundo.
Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.
De acordo com Gustavo Sung, economista-chefe Suno Research, o Copom deve dar continuidade ao processo de corte dos juros de "forma gradual", baixando a Selic para 14,5% ao ano.
"O nível atual de juros reflete o forte aperto implementado nos últimos anos, que já mostra efeitos sobre a atividade econômica e garantiu à autoridade monetária uma margem de segurança para conduzir esse processo, com credibilidade. Ainda assim, o Comitê tende a adotar uma postura mais cautelosa no curto prazo. Essa abordagem considera as incertezas ligadas ao conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre a inflação", avaliou Sung, da Suno Research.
De acordo com análise do Itaú, o BC deve baixar o juro para 14,5% ao ano e não deve realizar mudanças significativas de comunicação.
"O comitê deve enfatizar serenidade e cautela na condução da política monetária, adicionando que os passos futuros do processo de calibração seguirão guiados pela evolução dos dados e pela avaliação contínua do balanço de riscos, além de incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e extensão no tempo dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo", avalia o Itaú.
*G1/Brasília