Quarta-Feira, 04 de março de 2026
Quarta-Feira, 04 de março de 2026
Após Donald Trump afirmar que a Marinha dos EUA pode escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, se necessário, o petróleo reduziu parte dos ganhos diante da possibilidade de menor risco ao fluxo da commodity.
Os preços do petróleo se mantém em alta nesta quarta-feira (4), impulsionados pelo temor de que a guerra no Oriente Médio se prolongue, pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz e pelos ataques a instalações do setor de energia.
Por volta das 9h (horário de Brasília), o Brent, referência internacional, avançava 0,93% e era negociado a US$ 83,07 por barril, acumulando o terceiro dia consecutivo de alta, embora abaixo da máxima registrada na véspera. O movimento reflete a preocupação com possíveis interrupções no fornecimento.
Após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a Marinha americana poderia escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, se necessário, os ganhos da commodity perderam parte da força.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para a exportação de petróleo, o, conectando os maiores produtores de petróleo do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, com o Golfo de Omã e o Mar Arábico.
Seu fechamento ameaça interromper um quinto do fluxo global do produto e elevar drasticamente os preços do petróleo bruto.
Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. — Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP
O fechamento do Estreito de Ormuz após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã elevou o risco para o abastecimento global de petróleo e acendeu o alerta nos mercados.
A passagem, localizada entre Omã e o Irã, é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo e é considerada vital para a economia global.
Com a escalada do conflito no Oriente Médio, países da região interromperam preventivamente a produção de petróleo e gás, o que provocou forte alta nos preços da energia.
No domingo, dia seguinte ao conflito, o petróleo disparou cerca de 13% e superou US$ 82 por barril, o maior nível desde janeiro de 2025.
Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi afetado. O Catar suspendeu a produção após ataques a instalações, a Arábia Saudita fechou temporariamente sua maior refinaria, e campos de gás em Israel foram paralisados. No Irã, explosões atingiram áreas próximas ao principal terminal de exportação do país.
*G1/São Paulo