Sexta-Feira, 09 de janeiro de 2026
Sexta-Feira, 09 de janeiro de 2026
Meta contínua para a alta dos preços medida pelo IPCA é de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos
A inflação no Brasil deve ter encerrado 2025 com alta de 4,30%, ficando abaixo do limite superior da meta do Banco Central pelo segundo mês consecutivo em dezembro, segundo a mediana das estimativas de 20 economistas consultados pela Reuters nas últimas duas semanas.
Em novembro, o IPCA acumulou em 12 meses avanço de 4,49%, indo abaixo do teto do objetivo pela primeira vez desde setembro de 2024 em meio à política monetária restritiva do BC.
O IBGE divulgará os dados do IPCA de dezembro na sexta-feira em meio a expectativas para o início dos cortes da Selic, atualmente em 15%, enquanto o Banco Central vem pregando cautela.
"Segundo nossas projeções, alimentos devem ter fechado com alta de apenas 1,5% e serviços, de 6,0%. Enxergamos o mercado de trabalho apertado como principal razão por trás dessa piora na inflação de serviços ao longo de 2025", disse Flavio Serrano, economista chefe Banco BMG.
A taxa de desemprego no Brasil caiu nos três meses até novembro para o menor nível desde o início da série histórica, em 2012, em contraste com outros indicadores que refletem uma economia mais fraca.
No mês de dezembro, a expectativa na pesquisa é de uma alta de 0,35% do IPCA, ante 0,18% em novembro.
"A aceleração dos preços livres, dado a sazonalidade de fim de ano, em conjunto com serviços, que ainda oscilam positivamente, devem ser os principais contribuintes para inflação mais alta (no mês)", disse Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating.
Além da trajetória ainda elevada dos preços dos serviços, o BC também está atento às expectativas de inflação, que estão em lento declínio e apontam atualmente para uma taxa de 4,06% no final de 2026, de acordo com a última pesquisa Focus.
A próxima reunião do BC será em 27 e 28 de janeiro. A maioria dos economistas afirmou, em uma pesquisa separada da Reuters no mês passado, que espera manutenção da Selic, prevendo o início dos cortes dos juros em março, no segundo encontro do ano.
*Reuters