Quarta-Feira, 18 de fevereiro de 2026
Quarta-Feira, 18 de fevereiro de 2026
Só para o Banco Pleno, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (18), a estimativa do Fundo é que os pagamentos somem R$ 4,9 bilhões.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve desembolsar cerca de R$ 51,8 bilhões em pagamentos a clientes e investidores afetados pela liquidação extrajudicial dos bancos Master, Will Bank e Banco Pleno. O valor tem como base estimativas feitas pelo próprio fundo.
Somente para clientes e investidores do Banco Master o FGC deve pagar R$ 40,6 bilhões em garantias, segundo o próprio fundo.
No caso do Will Bank, cuja lista de credores ainda não foi totalmente consolidada pelo liquidante, a estimativa é de R$ 6,3 bilhões em pagamentos. Esse valor pode mudar após o fechamento da lista.
Agora, com a liquidação do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta quarta-feira (18), o fundo estima que as garantias a serem pagas a credores da instituição somem R$ 4,9 bilhões.
O Banco Pleno — antes conhecido como Banco Voiter — foi a terceira instituição ligada ao Banco Master que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.
A liquidação do Will Bank ocorreu em 21 de janeiro, enquanto a do Banco Master foi decretada em 18 de novembro do ano passado.
A decisão, divulgada nesta quarta-feira (18), também se estende à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (Pleno DTVM), que fazia parte do mesmo conglomerado financeiro.
Ambas as instituições faziam parte do grupo do Banco Master até o segundo semestre do ano passado, quando foram vendidas ao empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.

Entenda o que está por trás da liquidação do Banco Master
Segundo o BC, a liquidação do Banco Pleno foi decretada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldade para pagar suas obrigações diárias.
O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.
"A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil."
Não há informações públicas sobre a quantidade de correntistas do banco. A estimativa do FGC é que a instituição tenha cerca de 160 mil clientes com direito ao pagamento de garantias.
*G1/São Paulo