Quinta-Feira, 15 de janeiro de 2026
Quinta-Feira, 15 de janeiro de 2026
Dados são do Índice FipeZAP, que acompanha o preço médio de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras. Belém (PA) registrou o metro quadrado mais caro entre as capitais monitoradas.
Novos contratos de aluguéis residenciais ficaram, em média, 9,44% mais caros em 2025. (Imagem: Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo)
Os novos contratos de aluguéis residenciais ficaram, em média, 9,44% mais caros em 2025, segundo dados do Índice FipeZAP divulgados nesta quinta-feira (15). O resultado ficou 4,06 pontos percentuais (p.p.) abaixo do registrado em 2024, quando o avanço foi de 13,50%.
Ainda assim, o aumento anual foi mais que o dobro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, que avançou 4,26% no ano.
Com isso, a alta real dos novos aluguéis (descontada a inflação) foi de 4,97%.
Paula Reis, economista do Grupo OLX, explica que o aumento acima da inflação está relacionado ao desempenho da economia brasileira — em especial ao mercado de trabalho, que segue forte.
"A depreciação do valor real dos aluguéis, que ocorreu durante a pandemia, já foi compensada. Contudo, a vitalidade da economia e, em particular, o mercado de trabalho, mantiveram o poder aquisitivo da população, viabilizando a continuidade de reajustes superiores à inflação", diz.
A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Essa é a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012.
Segundo Paula Reis, o cenário de reajustes de aluguéis acima da inflação deve se manter no primeiro semestre de 2026, mas em um ritmo cada vez menor. Ela explica que o setor continuará aquecido, principalmente, por dois fatores:
O FipeZAP acompanha o preço médio de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, com base em anúncios veiculados na internet.
De acordo com o levantamento, apenas dois municípios monitorados registraram queda no preço médio do aluguel: Campo Grande (MS), com recuo de 4,36%, e São José (SC), com redução de 3,10%.
Quando observadas apenas as capitais monitoradas, as maiores altas no ano foram em Teresina (21,81%), Belém (17,62%), Aracaju (16,73%) e Vitória (15,46%).
Com os números, a capital piauiense também lidera o ranking geral.
Veja na arte abaixo.
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Avanço no preço do aluguel residencial em 2025 — Foto: Arte/g1
O preço médio dos novos contratos de aluguel, calculado para as 36 cidades, é de R$ 50,98/m², segundo dados de dezembro. Considerando essa base, o aluguel de um apartamento de 50 metros quadrados custa, em média, R$ 2.549 — R$ 143 acima do ano anterior (R$ 2.406).
A cidade mais cara da lista é Barueri (SP), onde o aluguel custa, em média, R$ 70,35/m². No caso de uma residência de 50 metros, o valor mensal no município é de, aproximadamente, R$ 3.517,50.
Quando consideradas as 22 capitais brasileiras medidas pelo índice, Belém (PA) lidera: R$ 63,69/m². Em seguida, estão São Paulo (R$ 62,56/m²) e Recife (R$ 60,89/m²).
Entre os 36 municípios monitorados, a capital paraense é a segunda cidade mais cara, logo atrás de Barueri.
Enquanto isso, a cidade com o metro quadrado mais barato é Pelotas (RS), custando R$ 22,42, em média.
Veja o preço médio do aluguel por cidade (m²), conforme dados de dezembro:
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