Aguarde. Carregando informações.
Economia

Presidente do Banco Central reafirma que câmbio no Brasil é flutuante

Presidente do Banco Central reafirma que câmbio no Brasil é flutuante

(Imagem: Agência Brasil )

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reafirmou nesta segunda-feira (2) que o câmbio no Brasil é flutuante e que a autoridade monetária só intervém quando há uma disfuncionalidade no mercado.

"(O câmbio) é flutuante e só existe intervenção quando o Banco Central entende que tem alguma disfunção", afirmou Campos Neto, durante participação em evento em São Paulo.

Nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou Brasil e Argentina de desvalorizarem "maciçamente" suas moedas e afirmou que vai reinstalar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio dos dois países.

Na leitura de Campos Neto, são vários os fatores que têm provado a desvalorização do real em relação ao dólar. Com a queda dos juros, muitas empresas têm optado por fazer uma emissão local para pagar dívidas em dólar, remetendo dólares para fora do país. Além disso, a taxa básica de juros Selic mais baixa tira a atratividade da renda fixa para investidores estrangeiros.

Segundo o presidente do BC, a alta do dólar ainda pode ser explicada, em parte, pela frustração com o leilão de cessão onerosa – houve baixa participação de estrangeiros – e pelas turbulências políticas nos países da América do Sul.

Atividade real

A avaliação do presidente do BC é de que os juros mais baixos vão impulsionar a atividade real da economia.

Hoje, os juros da curva longa do Brasil estão em cerca de 7% ao ano, um patamar inferior ao observado nas taxas internas de retorno de projetos de infraestrutura, por exemplo, que variam entre 8% e 8,5% ao ano.

A queda desses juros na curva longa torna mais atrativo para o investidor colocar dinheiro na atividade real da economia do que manter recurso em aplicações na renda fixa.

No início do ano, os juros da curva longa estavam em 12% ao ano.

"Por muito tempo, as taxas de juros eram muito acima das taxas internas de retorno dos projetos que eram interessantes para o país", afirmou Campos Neto. "O país não conseguia se financiar com recursos privados."

Com a expectativa do avanço do crédito privado, Campos Neto avalia que a qualidade do crescimento deve melhorar. "Vamos ter um crescimento parecido com os primeiros anos (do governo) Fernando Henrique, com zero impulso fiscal", afirmou.

Por ora, os analistas estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano deve crescer cerca de 1%. Em 2020, deve acelerar para 2%.

*G1