Sexta-Feira, 16 de janeiro de 2026
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Considerado uma prévia do desempenho do PIB brasileiro, o IBC-Br registrou a primeira alta mensal em três meses, com avanço puxado por indústria e serviços, apesar do cenário de juros elevados
Última elevação havia ocorrido em agosto, quando o índice avançou 0,4% (Imagem: Antonio Cruz / Agência Brasil)
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, registrou alta de 0,7% em novembro na comparação com o mês anterior. Essa foi a primeira alta mensal do indicador em três meses, já que a última elevação havia ocorrido em agosto, quando o índice avançou 0,4%.
Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (16/1), o indicador também apresentou avanço de 0,2% no trimestre. Na comparação com novembro de 2024, a prévia do PIB cresceu 1,2%, sem ajuste sazonal. No acumulado de 12 meses, o crescimento foi de 1,2%.
Em novembro, o desempenho setorial foi marcado por retração na agropecuária, que recuou 0,3%, enquanto a indústria avançou 0,8% e o setor de serviços registrou crescimento de 0,6%.
A desaceleração da atividade econômica ao longo de 2025 já era amplamente esperada, em razão do patamar elevado da taxa de juros. A projeção do BC para a expansão da economia brasileira em 2025 é de 2,3%, conforme o mais recente Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A estimativa é menor do que a projeção mais recente do Ministério da Fazenda, que é de 2,2%, segundo o mais recente Boletim Macrofiscal.
O IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC, de frequência mensal, permite acompanhamento mais frequente da evolução da atividade econômica, ao passo que o PIB de frequência trimestral descreve um quadro mais abrangente da economia.
*Correio Braziliense