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Quarta-Feira, 08 de dezembro de 2021

Entretenimento

Romulo Estrela: 'Quero mostrar que podemos ser sensíveis, femininos, atraentes, sexies, eróticos'

Romulo Estrela: 'Quero mostrar que podemos ser sensíveis, femininos, atraentes, sexies, eróticos'

(Imagem: Quem)

Ao entrar na chamada de vídeo para a entrevista desta capa de Quem, às oito da manhã, Romulo Estrela abre um sorrisão e faz questão de explicar por que o encontro virtual precisou ser remarcado algumas vezes. "Bom dia! Tudo bem? Queria me desculpar por conta dessa loucura toda... A gente está para se falar e não consegue nunca... Nesse trabalho, especialmente, tenho uma demanda muito grande. Quer que vire a minha câmera?", questiona o ator, de 37 anos, sempre muito gentil.

O trabalho em questão é Verdades Secretas II, trama escrita por Walcyr Carrasco e dirigida por Amora Mautner, que estreia nesta quarta-feira (20), originalmente no Globoplay. Romulo é um dos protagonistas da história, o investigador Cristiano. Contratado por Giovanna (Agatha Moreira) para apurar as circunstâncias da morte de Alex (Rodrigo Lombardi), o personagem terá de provar que Angel (Camila Queiroz) foi a culpada e acabará tendo relações com as duas.

"O Cristiano é um policial civil que está afastado da corporação porque cometeu um erro no passado e hoje trabalha como detetive particular. É assim que ele entra na trama de 'Verdades Secretas II'. A Giovana contrata ele porque quer descobrir o que aconteceu com o pai e tem certeza que a Angel o matou", adianta.

Recheada de cenas de sexo, abuso e violência, Verdades Secretas II proporcionou novas experiências artísticas a Romulo, que nunca tinha usado tanto tapa-sexo na carreira. "Para mim, foi muito novo gravar tantas cenas de sexo, usar o tapa-sexo o tempo inteiro. Temos muitas cenas nesse lugar, mas tivemos, ao mesmo tempo, uma tranquilidade para ficar assim porque, desde o início, teve um papo com a direção, principalmente com a Amora, em que colocamos na mesa o que nos deixava confortáveis – ou não – para fazermos as cenas de sexo, que ao contrário do que todo mundo imagina, são extremamente trabalhosas, difíceis e cansativas. Às vezes, fazemos só uma cena de sexo o dia inteiro", conta.

Romulo é extremamente grato à família por sempre ter acreditado em seu potencial para a arte. "Meus pais foram as primeiras pessoas a acreditarem no meu trabalho e nunca me cobraram absolutamente nada. Muito pelo contrário. Só me incentivaram a ir cada vez mais longe. Serei eternamente grato a eles, que são com quem divido todas as minhas alegrias, cada renovação de contrato e cada vitória dentro da minha trajetória", diz ele, que é casado há onze anos com a empresária e especialista em branding Nilma Quariguasi, de 35, com quem tem Théo, de 5.

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)



O que o público pode esperar do Cristiano, de Verdades Secretas II?
Ele é um policial civil que está afastado da corporação porque cometeu um erro no passado e hoje trabalha como detetive particular. É assim que ele entra na trama de 'Verdades Secretas II'. A Giovanna (Agatha Moreira) o contrata porque quer descobrir o que aconteceu com o pai. Ela tem certeza que a Angel matou o Alex. Falando de dramaturgia, é muito bacana ver como o Walcyr (Carrasco) constrói tudo isso. E o Cristiano acaba entrando no mundo da moda muito por isso. E aí que ele encontra a Angel (Camila Queiroz).

Mas como acontece esse encontro exatamente?
Na verdade, ele conhece a Angel antes de saber que ela é a Angel. Naquele primeiro momento, ele já se encanta com ela e tem uma paixão arrebatadora. Eles se conhecem em uma passarela e, a partir daí, começa aquela dubiedade de entender para onde vai essa relação, o que acontece com os dois, se ele investiga a vida dela e a incrimina ou se ele segue o que está sentindo, essa paixão. Ele fica vivendo essa contradição durante um tempo e os acordos vão se refazendo na medida em que a história avança. O triângulo acontece desse jeito: tem a paixão dele pela Angel e a relação dele com a Giovanna, que também ultrapassa todas as barreiras de uma relação profissional.

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)



Ele se relaciona de uma forma bem distinta com cada uma...
Sim... A temperatura de cada personagem é muito diferente. Estamos chegando no capítulo 40 e é muito legal ver todo o arco dramático desse personagem, o que fizemos até aqui e para onde estamos indo. O público vai ver uma São Paulo diferente. São 50 capítulos no total e estamos praticamente na reta final. Estou gravando igual a um louco porque acabo indo para todos os lugares e visitando vários cenários. Essa coisa da investigação, de tentar achar o corpo do Alex (Rodrigo Lombardi), isso é muito louco e acaba consumindo muito a história do personagem. Estamos chegando no finalzinho. Recebemos o último capítulo, com muitas cenas secretas e nada disponível para a gente (risos). Tem mais um mês de gravação pela frente.

Como se preparou para o papel?
Não foi só uma preparação para o físico, mas também para o que está interno, até porque o que está interno é o que motiva tudo o que fazemos em cena... Sempre deixo meu corpo – cabelo, barba – como uma ferramenta de trabalho para que eu possa me aproximar do que eu tenho que fazer. É assim que trabalho desde sempre e tem me ajudado muito porque toda essa parte de caracterização me ajuda demais a acessar o personagem. Eu já estava um pouco próximo [desse físico] porque tenho uma vida mais atlética, faço atividade física, como bem, isso é parte da minha vida. Quando recebi o perfil do personagem e comecei a ler que ele era um cara da polícia que acessava o mundo da moda, fui ao mesmo tempo tentando fugir dos padrões, de precisar ter o corpo magro demais ou sarado demais. Dentro da estrutura do personagem, trabalhei para esse corpo fazendo atividade física, malhando e continuei comendo bem. Sabia que o próprio trabalho ia me consumir muito, então treinei bem antes para só manter agora.

"Para mim, foi muito novo gravar tantas cenas de sexo, usar tapa-sexo o tempo inteiro"

E em relação ao preparo psicológico?
Para mim foi muito novo gravar tantas cenas de sexo, usar o tapa-sexo o tempo inteiro. Temos muitas cenas nesse lugar, mas tivemos, ao mesmo tempo, uma tranquilidade para ficar assim porque, desde o início, teve um papo com a direção, principalmente com a Amora, em que colocamos na mesa o que nos deixava confortáveis – ou não – para fazermos as cenas de sexo, que ao contrário do que todo mundo imagina, são extremamente trabalhosas, difíceis e cansativas. Às vezes, fazemos só uma cena de sexo o dia inteiro. Chegávamos onze da manhã, começávamos a gravar uma da tarde e íamos embora nove da noite e tínhamos feito uma cena de sexo só. Porque são cenas mais delicadas, que exigem um cuidado.

Como fez para se acostumar a gravar essas cenas quentes?
Tivemos liberdade para co-dirigir essas cenas e também para nos sentirmos confortáveis para entregar o que a direção pedia e o texto também queria. No início, apesar da falta de costume, eu me adaptei muito rápido a isso e fui ficando tranquilo, porque também temos uma equipe muito reduzida, estamos falando de uma série que começou a ser gravada na pandemia. Ainda estamos [na pandemia], mas estamos com a dose dupla da vacina, continuamos com os protocolos, mas as coisas estão mais tranquilas. Sempre tivemos uma equipe reduzida, não só pela intimidade que o projeto exigia, mas também porque era a condição de se trabalhar naquele momento. Foi muito bom poder contar com a direção nesse lugar do co-dirigir. Estamos precisando do novo dentro da dramaturgia brasileira, principalmente essa que conhecemos e somos fãs, que é a novela. Estamos fazendo a primeira novela de streaming. E sinto muito orgulho de fazer parte desse projeto.

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)



Você coleciona papéis de sucesso na TV, como o Gaspar de Liberdade, Liberdade (2016), o Chalaça de Novo Mundo (2017), o Afonso de Deus Salve o Rei (2018), o Marcos de Bom Sucesso (2019) e o Ramiro de Ilha de Ferro (2019), entre outros. Como avalia sua trajetória profissional?
Acho que tive oportunidades e soube trabalhá-las. Me dedico muito ao que faço, trabalho nisso faz um bom tempo. Antes de fazer o Afonso em 'Deus Salve o Rei', o Marcos em 'Bom Sucesso', o Ramiro em 'Ilha de Ferro' e agora o Cristiano em 'Verdades Secretas II', tive muitos trabalhos dentro da televisão, trabalhos importantes, em que pude observar colegas que admiro e pude trabalhar minha formação. Sempre trabalhei com diretores diferentes e isso foi me formando como profissional dentro da TV. Falo dentro da TV porque fiquei seis anos afastado do teatro. Só voltei no início de 2019, antes de fazer 'Bom Sucesso', com a peça 'O Preço', e só trabalhei na televisão.

"Minha carreira se deu muito com essas oportunidades que foram cavadas por conta do meu trabalho e me orgulho muito disso"


Você emendou um trabalho atrás do outro na Globo...
Sim... A minha carreira se deu de 2013 até 2019 na televisão. Nesse tempo, fiquei afastado do teatro, fiz pouquíssimo cinema. A televisão foi meu lugar de formação, um lugar que amo estar, adoro fazer novela. Venho de trabalhos muito legais, mas acho que tudo foi acontecendo – e acho que aconteceu da maneira que tinha que acontecer, cada coisa no seu tempo. Fico muito feliz com isso. É bom ter espaço para errar, porque aí você erra com convicção e está tudo certo, você se prepara, aprende. Minha carreira se deu muito com essas oportunidades que foram cavadas por conta do meu trabalho e me orgulho muito disso.

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)



Você é nascido e criado em São Luís, no Maranhão. Quais lembranças tem da sua infância lá?
Sempre fui muito lúdico, sempre brinquei muito e gostei de viver personagens. Brincava com meus primos de escritório, de vaqueiro, de dono de uma grande empresa. Brincávamos, não só, nos vestindo e fantasiando, como também brincando com bonecos, legos e carrinhos. Sempre brinquei muito com lego e brinquedos de montagem. Acho que isso estimulou minha criatividade.

Em que momento da vida percebeu que queria ser ator?
Quando terminei o colegial e estava cursando o primeiro semestre de fisioterapia em São Luís, estava entrando com a minha mãe no shopping e vi um anúncio de um curso itinerante para atores. Nessa época eu tinha sido chamado para fazer um desfile. Fiz um desfile, que foi o único que fiz na minha vida (risos), e depois disso começaram a pintar uns convites para fazer publicidade. Nesses trabalhos, eu tinha que falar um textinho ou outro.

"Estava fazendo faculdade de fisioterapia, terminei o curso (itinerante para atores) e resolvi apostar nisso"

E aí você passou a se dedicar a isso?
Sim. Vi a possibilidade de pegar esses trabalhos de publicidade, mas precisava também interpretar esses textos. Então me inscrevi nesse curso e, depois que terminei, no final de 2001, falei: 'é isso que quero fazer da minha vida'. Estava fazendo faculdade de fisioterapia na época, em outro rolê, não tinha planejado nada. Terminei o curso (itinerante para atores), conversei com a minha mãe, não só com a minha mãe, mas com meus pais, e resolvi apostar nisso.

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)


Eles sempre te apoiaram?
Meus pais foram as primeiras pessoas a acreditarem no meu trabalho e nunca me cobraram absolutamente nada. Muito pelo contrário. Só me incentivaram a ir cada vez mais longe. Serei eternamente grato a eles, com quem divido todas as minhas alegrias, cada renovação de contrato e cada vitória dentro da minha trajetória. Saí de São Luís com 17 anos e falei: 'estou indo'. Pouco tempo depois me conscientizei de que a coisa mais importante que ia perder morando aqui (no Rio) era o tempo precioso que tinha com eles. E é muito louco. Porque o que mais sinto falta de São Luís é de passar um tempo com meus pais, na casa deles, curtindo isso.

"Nilma é minha companheira, quem troca comigo diariamente, quem me abraça quando estou angustiado, quem me coloca para cima quando preciso, quem vibra comigo a cada vitória"

Sua relação com eles é muito especial, né?
Sempre tive essa relação de curtir meus pais, até os 17 anos. Dos 17 aos 37, passei a morar no Rio e estou há mais tempo aqui do que em São Luís com eles. Não seria nada sem eles. Depois teve a chegada da Nilma na minha vida, que é minha companheira, quem troca comigo diariamente, quem me abraça quando estou angustiado, quem me coloca para cima quando preciso, quem vibra comigo a cada vitória.

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)



Como você e a Nilma se conheceram?
Estudamos na mesma escola em São Luís. Sou um ano e meio mais velho que ela. A gente super se conhecia, já tinha inclusive flertado com a Nilma, mas ela não quis nada comigo (risos). Aí passou um tempo e ela se aproximou da minha irmã, que estava terminando uma segunda faculdade em São Paulo, em 2009. Elas se esbarraram por lá e a gente acabou se reencontrando. Eu tinha terminado um relacionamento e ela também. Eu estava de viagem marcada para estudar inglês fora do Brasil, em Nova York. Encontrei a Nilma, a gente voltou a se falar e enquanto eu estava viajando ela acabou enfrentando uma situação de família delicada, a separação dos pais, e resolveu fazer uma viagem. Eu estava em Nova York e falei: 'vem para cá, vem espairecer um pouquinho aqui'. Ela foi e no terceiro dia que estava lá começamos a namorar e estamos até hoje.

O que mais te encanta na Nilma?
Ela é uma figura muito especial e que amo muito. Temos uma relação muito linda, de 11 anos, que se construiu na vontade de estarmos juntos. Poderíamos fazer o que quiséssemos na vida, mas decidimos estar juntos e seguir de mãos dadas. A Nilma é extremamente inteligente, tem um senso de humor maravilhoso, que é uma das coisas que mais amo nela. Ela é uma profissional que se descobriu no branding depois de investir muito tempo da vida no Direito. Ela tem o dom de ensinar, de passar conteúdo. E ama isso. Fico muito feliz quando chego em um lugar e as pessoas falam: 'sou fã da sua mulher, ela é maravilhosa'. Ela é uma profissional muito bem colocada, objetiva, cuidadosa.

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)



Você também parece bem cuidadoso...
Sou o oposto da Nilma. Ela tem uma calma enorme para falar as coisas, é muito racional e  sou extremamente emocional, intenso. Uma coisa bonita da nossa relação é que bebi na fonte da Nilma e ela bebeu na minha fonte. Acho que temos chegado cada vez mais em um lugar de equilíbrio que é muito bom para os dois.

E como vocês são na hora de educar o Théo?
Jamais podemos nos comparar a uma mulher nesse lugar de mãe. A relação do pai é muito diferente e vamos construindo esse espaço com o filho. Não faço nada mais do que minha obrigação como pai. O que a Nilma traz para mim – e que agradeço muito todos os dias – é essa calma, essa tranquilidade e essa assertividade para lidar com o Théo. Ela me faz entender cada vez mais que a minha relação com o Théo está sendo construída do zero.

"Costumo dizer que tenho um defeito: o perfeccionismo. Me cobro e tento me livrar porque sei que não é legal. Faço terapia e está tudo certo"


Como é o Romulo pai?
Costumo dizer que tenho um defeito: o perfeccionismo. Me cobro e tento me livrar porque sei que isso não é legal. Mas tudo bem, faço terapia e está tudo certo (risos). Cobro cuidado, fazer as coisas... E a Nilma fala: 'vai com calma, ele está entendendo tudo isso, está aprendendo com você e é isso'. O pai está em um lugar um pouquinho mais distante disso. Aprendemos junto com o filho. Minha relação com o Theo vem se construindo. Sinto que com a Nilma é diferente, porque é uma relação que se dá de uma forma diferente.

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)


Você já contou no Instagram que sua relação com seu pai é muito afetuosa, que vocês demonstram afeto publicamente, se abraçam, se beijam, andam de mãos dadas. Você também é assim com o Théo?
Escolhi repassar para o Théo essa estrutura de confiança, de amor, de respeito, de consideração, de credibilidade e de troca mútua que tive em casa com meus pais. E não estou falando de pessoas perfeitas, estou falando de pessoas que erram, porque o erro é fundamental para entendermos o melhor caminho. Não tenho problema algum de chegar para o meu filho de cinco anos e falar: 'Desculpa, gritei com você, perdi a cabeça, desculpa o papai. Não era o que queria fazer'. Acredito que, enquanto pai, preciso ter uma escuta ativa, o ouvido atento, porque criança precisa de pais atentos. Não seria o profissional que sou se não tivesse a família que tenho: o filho, a mulher, os pais. Tento balancear isso da melhor maneira possível.

Como você vê o homem hoje na nossa sociedade?
Tem uma coisa que cada vez mais precisamos entender. Vivemos em um universo muito mais amplo, em que as coisas chegam para a gente com muita facilidade. E o entendimento dos padrões que a gente seguia, inclusive do que foi apresentado para a gente de maneira equivocada, estão caindo. Começamos a ter acesso ao outro lado da história e a entender as coisas de uma outra forma.

Em que sentido?
Estava vendo essa semana um perfil que sigo no Instagram sobre masculinidade e uma coisa me chamou muita atenção. O dono do perfil falou algo muito legal e que temos que ter muita atenção. Temos que entender que dentro da masculinidade, essa do patriarcado – do homem que não chora, do homem que não lava uma roupa, que não cozinha, que não abaixa a cabeça para nenhuma mulher – dentro dessa estrutura mofada do que é ser masculino, existem masculinidades. Existem masculinidades dentro da masculinidade. Existem homens completamente diferentes. A minha educação e a relação afetuosa que tive com meu pai me fez sair na frente nessa discussão porque replico o que aprendi.

"Estou em um lugar hoje: homem, branco, hétero, cis normativo e galã de novela, que assume posto de símbolo sexual, e quero colocar que não precisamos ser esse homem viril o tempo inteiro"

Sua relação de troca de amor e carinho com seu pai, né?
Sim, a relação masculina que tive com meu pai já me coloca na frente nessa discussão. Não paro para pensar no que vão pensar de mim (sobre essa troca de afeto). Entendo que essa é a forma como quero lidar. Estou em um lugar hoje: homem, branco, hétero, cis normativo e galã de novela que assume um posto de símbolo sexual e a única coisa que quero colocar para as pessoas é que não precisamos ser esse homem viril o tempo inteiro, que precisa estar com o falo ereto, dentro de grandes carros esportivos... Não, cara! Nada contra isso. Mas a figura do homem vai muito além disso. A beleza de ser homem está em um milhão de outras coisas. Enquanto figura pública, quero mostrar que podemos, sim, ser sensíveis, femininos, atraentes, sexies, eróticos, somos tudo isso. Parem de nos colocar em caixas.

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)



Como faz para manter sua saúde mental em dia?
Quando estou muito estressado, faço atividade física. Luto jiu-jítsu há 22 anos. Ano retrasado, peguei minha faixa preta, fui graduado. E é uma coisa que sempre quis porque antes de trabalhar como ator e de seguir esse sonho, entrei na faculdade de fisioterapia e achei que fosse lutar. Achei que fosse até para fora do Brasil porque muitos atletas do jiu-jítsu vão para fora do Brasil. E tinha um sonho de lutar e viver disso. É uma arte marcial que gosto muito e tenho muitos amigos dentro desse universo. Mas quando estou muito estressado vou para o tatame e isso me tranquiliza muito. Queria poder praticar durante o trabalho, mas já tentei e não consigo. Hoje não deixo de treinar mais porque me faz muito bem esse lugar de restauração do espírito e da mente. A atividade física é um lugar de paz para mim. E também faço terapia há 4 anos.

O que faz quando não está trabalhando?
Sempre fui caseiro. Mas estou mais em casa ultimamente porque o trabalho me consome muito, então quando chego em casa quero descansar. Estou trabalhando desde 2013 sem parar. E nos últimos anos, de 2016 para cá, não parei mais. E foi um ritmo de trabalho muito novo e intenso. Acabo ficando mais em casa porque, dentro dessa dinâmica de vida, quando chego, quero comer um negócio e dormir.

"Meu programa com a Nilma e o Théo é assistir filme. Já zeramos praticamente todos os infantis do streaming"

Você brinca muito com o Théo?
O Théo pegou um pouco essa coisa da brincadeira do lego, montamos muita coisa. Inventamos muitas brincadeiras em casa, essa é um pouco a referência que tive quando era criança. Meus pais sempre trabalharam fora e a casa ficava muito para a gente. Tínhamos pessoas de confiança que ficavam com a gente: primos e pessoas que estavam sempre ali. E exercitávamos a imaginação. Com o Théo é muito assim, brincamos em casa, descobrindo coisas. E tem uma coisa que adoramos fazer juntos que é assistir filme. Meu programa com a Nilma e o Théo é assistir filme. Já zeramos praticamente todos os filmes infantis do streaming do início da pandemia para cá.

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)



E você e a Nilma, têm algum momento só de vocês?
Como a Nilma precisa ler muito e quando estou trabalhando só consigo ler meus roteiros, fazemos um exercício de ler juntos. Então, às vezes, paramos e lemos juntos um conteúdo aleatório. Normalmente lemos juntos – desde artigos até livros, literatura. É muito legal, para casal funciona super. É um jeito de estar junto e ficar fora do celular.

Como você se vê daqui a cinco anos?
Quero evoluir. A ideia é amadurecer cada vez mais: como pessoa e profissional. Tenho uma vida tão boa, com oportunidades tão maravilhosas que acho que daqui a cinco anos a batida vai ser um pouco essa. Espero continuar com toda essa gratidão que tenho por tudo o que a vida me proporciona e pelo que me acontece. Me considero um abençoado, ainda mais hoje que as diferenças estão cada vez maiores entre as pessoas. Espero que a gente saia do lugar que a gente está. Espero continuar tendo as oportunidades que tenho com a saúde que tenho. Porque está tudo muito lindo, as coisas estão acontecendo no seu tempo... Apesar da ansiedade e da frustração em alguns momentos, sigo muito feliz com tudo o que está acontecendo na minha vida –  e acho que isso faz parte também para amadurecermos e entendermos que a vida é isso também.

CRÉDITOS:
Texto: Carla Neves | @cpdasneves
Fotos: João Kopv | (@joaokopv)
Designer de capa: Eduardo Garcia | @eduardogarda
Styling: Dani Ueda | @danielueda1
Grooming: Dani Hernandez | @danielhernandezdh
Assessoria de imprensa: Stratosfera Comunicação | @stratosferacom

Romulo em fotos inéditas dos bastidores de Verdades Secretas II, novela original Globoplay (Foto: Divulgação)

Romulo em fotos inéditas dos bastidores de Verdades Secretas II, novela original Globoplay (Foto: Divulgação)

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)

 

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)

Romulo Estrela (Foto: João Kopv)

*Quem