Quarta-Feira, 25 de fevereiro de 2026
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Treinador diz que a culpa pelo momento ruim não é só dele nem só dos atletas
O técnico Itamar Schülle está pressionado no cargo. Após a derrota para o Joinville por 1 a 0 nesta terça-feira, e a eliminação na Copa do Brasil, a diretoria do CSA ainda não respondeu se ele fica ou deixa o cargo.
Sábado, o presidente do clube, Robson Rodas, informou ao ge que ele seria mantido após eliminação no Alagoano. Agora, com a nova derrota em Joinville, a situação do treinador vai ser analisada com mais cuidado pela diretoria.
Schülle foi para a coletiva desta terça e falou sobre o time e a pressão.
— (As eliminações) não me fazem repensar nada (sobre entregar o cargo), o que me faz repensar é aquilo que eu, quando eu cheguei, falei: nós precisamos ter reforços, nós precisamos ajustar algumas coisas e não é só a parte de "ah, você vai trazer só reforços, não é só essa parte", é aqueles que estão (no elenco) também entender o que é jogar com a camisa do CSA, ter esse entendimento.
O técnico fez críticas aos jogadores, mas, depois, diminuiu o tom.
— Você veste uma camisa de tradição do futebol brasileiro, que você tem que ter o algo a mais a cada jogo. Esse algo a mais vem de dentro do atleta, não é só questão de treinamento, não é só isso, é o atleta trazer de dentro para fora para executar. Então, eu também não vou achar que o que aconteceu é culpa minha ou só dos atletas ou só minha, eu acho que precisamos saber qual é a grandeza do clube - disse Schülle, continuando:
— O ser humano não se define nas derrotas; porque ele perdeu, está definido, ele é um derrotado. O ser humano se define, eu pelo menos me defino, como sempre fui, um homem de luta, um vencedor em caráter e assim, eu tenho certeza também, eu defino os atletas. Temos que entender o contexto, entender onde a gente está, qual a camisa que a gente está vestindo e aquilo que é necessário (para evoluir). Nós vamos conversar com a direção para alinhar, o processo é dolorido, mas o processo para chegar onde é necessário passa muitas vezes por dor, por luta, por sofrimento, para que na frente possamos conquistar aquilo que o clube precisa, almeja e que a torcida merece.
Perguntado se o CSA precisa de uma reformulação no elenco, Schülle respondeu assim:
— Olha, eu tenho a minha opinião disso, mas ela é interna, eu coloco ela para o Carlos (Bonatelli, executivo de futebol), com quem eu converso, passo isso para a direção quando a gente tem a oportunidade de conversar. E assim tem sido feito. Um clube só se fortalece quando pessoas idôneas se reúnem para traçar os caminhos que o clube tem que ir e é isso que vamos fazer.
*GE/Maceió