Sábado, 11 de abril de 2026
Sábado, 11 de abril de 2026
Diretoria entendeu que mudança ocorreria com ou sem o aval tricolor. No treino desta sexta, dirigentes conversaram sobre o assunto com os jogadores
Desde a noite de quinta-feira, uma pergunta domina as conversas de torcedores do Fluminense: por que a diretoria tricolor aceitou a mudança de data do Fla-Flu? O ge buscou a resposta e explica a decisão tomada pelos dirigentes, que repercutiu entre os jogadores, com uma reunião no CT Carlos Castilho na manhã desta sexta.
Na tarde de quinta, dirigentes do Flamengo procuraram o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, e fizeram a sugestão de passar o clássico de sábado para domingo. Os rubro-negros alegaram atraso de 11 horas no voo de volta do Peru, o que não bate com a agenda semanal divulgada pelo Flamengo no último domingo.
Depois do contato rubro-negro, a diretoria do Fluminense recebeu a informação de que havia aval da CBF e das forças de segurança para o adiamento. Em outras ocasiões, a Polícia Militar vetou a realização de jogos envolvendo três torcidas de clubes cariocas no mesmo dia no Rio de Janeiro. Desta vez, a PM autorizou o Fla-Flu no Maracanã no domingo, duas horas depois do início do confronto entre Botafogo e Coritiba, no Nilton Santos.
Assim, a diretoria do Fluminense entendeu que se opor à mudança de dia seria uma "batalha perdida". Nas Laranjeiras, a palavra "pragmatismo" foi usada para explicar por que o clube concordou com o pleito do Flamengo. Os dirigentes destacam que a decisão final seria da CBF, com ou sem o aval tricolor, conforme previsto no regulamento do Campeonato Brasileiro.
Nas conversas no clube e no CT, o discurso é o de que não haveria mudança de vantagem esportiva para o Fluminense se o clássico fosse no sábado. Os dirigentes ressaltam que o Flamengo descansou alguns jogadores importantes na partida pela Libertadores na altitude. Arrascaeta, Pedro e Léo Ortiz começaram o jogo contra o Cusco no banco, por exemplo, e seriam titulares no clássico no sábado ou no domingo.
Outro fator que contribuiu para a decisão da diretoria do Fluminense foi uma conversa do clube com a CBF há um mês. O voo de ida da delegação tricolor para o jogo contra o Remo, em Belém, disputado no dia 12 de março, atrasou três horas. Em contato com a entidade na ocasião, os tricolores haviam recebido a sinalização de que o confronto seria adiado se o atraso chegasse a quatro horas.
Procurado pela reportagem, o Fluminense não se manifestou sobre o assunto.
A mudança de dia do Fla-Flu pegou os jogadores de surpresa. Como a decisão saiu apenas na noite de quinta, muitas horas depois do fim do treino, o clube optou por explicar a decisão pessoalmente nesta sexta-feira.
Houve um incômodo inicial por parte de alguns atletas do elenco por perderem a folga que teriam no domingo. Na atividade da manhã desta sexta, o diretor-geral do clube, Mário Bittencourt, e o diretor de futebol, Paulo Angioni, se reuniram com os atletas para explicar os motivos da diretoria.