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Segunda-Feira, 15 de outubro de 2018 | TEMPO: PARCIALMENTE NUBLADO

Esportes

Corrida histórica pela artilharia das camisas tem Neymar e Jesus como herdeiros

Em Copas do Mundo, a camisa 10 da seleção brasileira já marcou 34 gols, e a 9 fez 33. Quase sempre vestindo craques ou protagonistas. Na Rússia, os goleadores da Era Tite seguem a disputa

Corrida histórica pela artilharia das camisas tem Neymar e Jesus como herdeiros

(Imagem: Pedro Martins / MoWa Press)

O futebol pode se modernizar, habitar arenas, incorporar novas expressões táticas, vestir camisas 39 ou 83, mas quem ainda não se deixa seduzir por charmes antigos como os números 10 e 9 às costas de craques e artilheiros?

No Brasil, a relação vem de criança. Qualquer garoto quando ganha ou compra uma camisa de seu time ou da Seleção sente-se orgulhoso de ser o 10 ou o 9. E isso tem muito a ver com o que eles já fizeram em Copas do Mundo.

Desde o Mundial de 1954 - quando a numeração passou a ser fixa - a camisa 10 do Brasil já fez 34 gols. A 9 fez 33. Sozinhas? Claro que não. Nos corpos de personagens históricos como Pelé, Ronaldo, Tostão, Zico, Careca, Rivellino... E em 2018, quem dará sequência a essa disputa lúdica e eletrizante são os dois principais goleadores da, por enquanto, bem sucedida Era Tite.

Gabriel Jesus, o 9, tem 10 gols. Neymar, o 10, tem 9 gols.

Um bônus de sutileza numa corrida em que a maior beneficiada pode ser a Seleção. Uma equipe formada por jogadores, na visão do comandante, capazes de abrir mão dos gols em prol dos companheiros.

O primeiro Mundial com camisas numeradas foi o de 1950, no Brasil. O artilheiro Ademir usou a 14.

Até os anos 80, a camisa 10 liderava de lavada. Muito graças a Pelé. O Rei marcou 12 vezes em Copas, sempre carregando o número que eternizou. Em 1986, o jogo começou a virar. Machucado, Zico demorou a estrear no torneio, enquanto Careca somava gols e mais gols. Foram cinco. O Galinho terminou zerado - lembrança infernal do pênalti perdido nas quartas, contra a França.

Quatro anos depois, na Itália, novamente o 10 não marcou. Era Silas. E Careca somou mais dois. Nos Mundiais de 1998, 2002 e 2006, o Fenômeno fez a 9 disparar. E no Brasil, em 2014, os 4x1 de Neymar sobre Fred recolocaram o número 10 na liderança. Apertada, sofrida, disputada.

Gabriel Jesus tem conseguido um feito. Fazer mais gols do que Neymar na Seleção era inéditoAposta ousada de Tite para vestir o manto dos goleadores, o jovem do Manchester City tem uma escrita a manter na Rússia: desde 1994, com o tetracampeão Zinho, a camisa 9 não passa uma Copa em branco.

O próximo capítulo desse clássico entre as camisas 9 e 10 será exibido neste domingo, às 15h (horário de Brasília), contra a Suíça. Quem será vitorioso? Melhor que sejam os dois.

 *Globo Esporte

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