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Terça-Feira, 17 de março de 2026

Esportes

Diretor do Atlético-MG faz autocrítica e cutuca o Fla por demissão de F. Luis

Paulo Bracks diz que clube carioca foi desrespeitoso na forma que demitiu o treinador e chama futebol brasileiro de triturador de gente

Diretor do Atlético-MG faz autocrítica e cutuca o Fla por demissão de F. Luis

Paulo Bracks em coletiva de imprensa. (Imagem: Daniela Veiga / Atlético)

As mudanças de técnicos no futebol brasileiro e no Atlético-MG foram um dos temas respondidos pelo executivo do Galo, Paulo Bracks, em entrevista coletiva nesta segunda-feira. A resposta foi além do Galo. O dirigente avaliou a saída de Jorge Sampaoli e a chegada de Eduardo Domínguez e fez uma autocrítica sobre as cinco trocas feitas no Alvinegro nos últimos dois anos. Mas cutucou um rival: o Flamengo.

 

Bracks tratou o futebol brasileiro, em geral, como um triturador de técnicos. Falou dos diferentes perfis na equipe (Felipão, Gabriel Milito, Cuca, Jorge Sampaoli e Eduardo Domínguez) e explicou sobre a saída de Sampaoli.

— O futebol brasileiro é um moedor de técnicos. Na verdade, o futebol brasileiro é um moedor de gente e está só piorando. Não sei qual o limite para isso. Queremos parar de moer técnico. Queremos estancar essa ciranda de treinador. Nos últimos dois anos, foram cinco treinadores. E cada um com estilo diferente. Um mais vertical, outro mais posicional, outro mais defensivo e reativo. A gente tem que trabalhar muito para dar estabilidade ao treinador.

— Quando você identifica que há necessidade de mudança de rota no Atlético, você precisa mudar a rota. Não dá para ser omisso. A mudança nossa de um comando para outro não foi pela pressão. A gente entendeu que não teríamos avanços técnicos e de resultados, e de projetos do clube, sobretudo projeto do clube, e fomos buscar um treinador, cuja contratação foi difícil — completou.

Ao citar a mudança, o dirigente usou o Flamengo como exemplo. Atual campeão do Brasileirão e da Libertadores, o time carioca demitiu Filipe Luís logo após garantir uma vaga à final do Carioca. Para Bracks, a troca, como ocorreu, foi desrespeitosa.

— A gente vive num momento de pressão no futebol brasileiro. Não gosto de citar outros clubes. O campeão brasileiro e da Libertadores demitiu o seu treinador de uma maneira muito desrespeitosa, por sinal.

A gente vive num momento de pressão no futebol brasileiro. Não gosto de citar outros clubes. O campeão brasileiro e da Libertadores demitiu o seu treinador de uma maneira muito desrespeitosa, por sinal"
— Paulo Bracks, executivo do Atlético-MG

O Atlético vive um momento de pressão externa neste início de temporada. O clube foi vice do Mineiro e tem um começo de Brasileiro irregular, com uma vitória em seis rodadas.

Bracks trata a pressão como algo normal no futebol. Ele citou o momento vivido pelo São Paulo — próximo adversário — e que passou por uma situação de cobrança e do antigo treinador, Crespo, até falar em briga contra o rebaixamento.

— Entendo que o momento de pressão é natural. O líder do Campeonato Brasileiro, há menos de um mês, estava em nível de pressão alto, a ponto do treinador da época falar que o clube ia só tentar escapar do rebaixamento. Hoje é o líder do Brasileiro e nosso adversário de quarta. O futebol gira rápido.

*GE