Domingo, 26 de abril de 2026
Domingo, 26 de abril de 2026
Técnico afirma que queda de rendimento ocorre na hora que é tolerável: "Momento que pode"
O técnico Moacir Júnior reconhece que o empate do CSA em casa contra o CSE, por 1 a 1, frustrou os planos. Na coletiva, ele admitiu a oscilação no Brasileiro, mas lembrou, com um alento, a campanha do Santa Cruz em 2025, vice-campeão da Série D no ano passado.
— Eu queria citar aqui o fato do Santa Cruz, ano passado, que é um time que eu qualifico com a pujânca, a grandeza do nosso time, é muito (grande) em relação ao torcedor, em relação à tradição. E o Santa Cruz também oscilou muito, teve resultados com o Santa Cruz de Natal, resultados com o Central de Caruaru e, depois, a coisa foi ajustando, ajustando e, na hora que bateu o mata-mata, conseguiu o acesso. Então, eu estou aqui para trabalhar de uma forma bem direcionada, cobrar a direção, cobrar os atletas, apoiar também. Eu tenho certeza de que a gente está no caminho.
Apesar da queda de rendimento, o treinador destacou que é preciso passar tranquilidade aos atletas.
— É um momento que a gente oscila na competição, mas é num momento que pode oscilar, porque, na hora da verdade, valendo, não vai poder oscilar e foi isso que passei para eles, para que a gente não traga nenhuma desconfiança pelo fato real de ter empatado em casa quando deveria ter vencido. E (agora é) trabalhar, fazer o que a gente vem fazendo no dia a dia, buscar o que tem buscado e a gente espera no próximo jogo apresentar um futebol um pouco mais rápido na circulação e fazer os gols que a gente acaba criando na área do adversário.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/u/V/4maUmiQsCbmKOiwufQfw/whatsapp-image-2026-04-25-at-16.41.37.jpeg)
CSA teve mais posse de bola, mas não conseguiu vencer o CSE no Rei Pelé — Foto: Allax Max/Ascom CSA
Moacir também falou após o jogo que era esperado encontrar um adversário com a postura mais defensiva.
— A gente já sabia que o CSE viria super fechado, com as linhas baixas e buscando o erro da gente. No primeiro tempo, a gente não consentiu esse erro, em apenas uma jogada que resultou no arremate do Michel, mas a gente teve 74% de posse de bola. Só que a gente pediu no intervalo para corrigir isso, circular a bola mais rápido que entrasse no campo deles com a circulação mais rápida para tentar desarticular as linhas que estavam muito baixas.
Perguntado sobre a contratação de mais um centroavante, o técnico respondeu que o clube tem trabalhado, mas é preciso entender o momento financeiro.
— A gente precisa trazer, no mais tardar, no returno, para que a gente entre no mata-mata já com a equipe mais ajustada. Agora no próprio gol, o Lucas (Silva) rouba a bola, ele combate a transição e aí o Matheus Melo dá um tapa na bola, atravessa, uma bola linda e gol do Rian, mais um. O Rian está fazendo as vezes desse 9, mas não tenha dúvidas que a gente está buscando.
Moacir também comentou a negociação encerrada com o atacante Clessione.
— Essa semana teve a situação do Clessione, mas tanto CSA como América não entraram no leilão. Foi feito um leilão, a gente tem que entender os limites do mercado, limites da diretoria, eu peço, eu discuto com eles, mas não posso colocar uma faca no pescoço e pagar um valor para o jogador que não é devido. Se eu fizer isso aí... Eu acho que algumas vezes já foi feito e isso acaba que deixa no clube uma situação muito complicada depois.
*GE/Maceió