Quarta-Feira, 04 de março de 2026
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Atacante ex-Palmeiras emprestado pelo Real Madrid para o time francês será treinado pelo português Paulo Fonseca, acostumado a brasileiros; clube tem John Textor afastado do poder
Endrick será emprestado pelo Real Madrid ao Lyon até o final da temporada, sem opção de compra (Imagem: Getty Images )
Endrick vai encontrar em breve um Lyon líder da fase de liga da Europa League, mas que ainda oscila no Campeonato Francês. Um elenco com poucos goleadores nesta temporada. Além disso, um clube em que o empresário norte-americano John Textor precisou sair de cena.
Endrick assinou contrato com o Lyon até o fim da atual temporada, por empréstimo. O Real Madrid não pretende se desfazer definitivamente do jogador, como o ge apurou, e não haverá a opção de compra ao final desse empréstimo de seis meses. A transferência estava acertada há mais de um mês.
O clube francês irá arcar com metade do salário do atacante brasileiro de 19 anos, segundo informações do jornal "L'Équipe". Endrick vestirá a camisa 9 no Lyon. A expectativa é de que ele se apresente no dia 29 de dezembro, segunda-feira da semana que vem.
Mas a transferência só deve ser oficializada na abertura da janela de transferências de inverno, dia 1 de janeiro.
Endrick topou ser emprestado pelo Real Madrid ao Lyon para jogar mais. Sob o comando de Xabi Alonso, o atacante disputou apenas três partidas pelo time espanhol nesta temporada, com média de 33 minutos em campo. A situação não era tão melhor nos tempos de Carlo Ancelotti, mas a decisão de agora de buscar mais espaço fora tem no horizonte o sonho de disputar a Copa do Mundo de 2026.
O Lyon tem oito atacantes no elenco. Nenhum deles é o artilheiro da equipe nesta temporada. Esse posto é do meia tcheco Pavel Sulc, o camisa 10, autor de 10 gols. Quem chega mais perto disso entre os homens de frente é o ponta português Afonso Moreira, com quatro.
Apesar desse cenário, o Lyon é o líder da primeira fase da Liga Europa, com 15 pontos em seis rodadas. A equipe francesa venceu seis jogos e perdeu um. É dona do melhor ataque (ao lado do Midtjylland), com 13 gols, e de uma das melhores defesas, com só três sofridos.
No Campeonato Francês, o time está em quinto lugar na tabela de classificação, com 27 pontos em 16 jogos. Foram oito vitórias, três empates e cinco derrotas — aproveitamento de 56% dos pontos.
A equipe tem o pior ataque dos nove primeiros colocados, com só 22 gols.
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Endrick disputou apenas três jogos pelo Real Madrid nesta temporada 2025/26 — Foto: Getty Images
O time francês é comandado desde o início de 2025 pelo técnico português Paulo Fonseca. Desde então o Lyon venceu 25 dos 42 jogos oficiais que disputou. Empatou quatro e perdeu 13.
Paulo Fonseca tem como trabalho mais relevante na carreira o período de três temporadas no Shakhtar Donetsk, entre 2016 e 2019. Lá ele conquistou o título do Campeonato Ucraniano três vezes seguidas. O treinador português comandou vários jogadores brasileiros no Shakhtar, como o lateral Ismaily, o ponta Marlos e o atacante Taison.
Hoje o único brasileiro no elenco do Lyon é o lateral Abner. Fonseca declarou no início deste mês, quando o time atravessava um momento ruim, que o grupo tinha um "problema de mentalidade". Mais especificamente, quando jogava contra equipes "não tão fortes".
Ele foi apresentado no Lyon com a presença do empresário americano John Textor, acionista majoritário do clube francês. Só que Textor não dá mais as cartas por lá. O clube seria rebaixado para a segunda divisão francesa em 2025/26, por infringir as regras de fair play financeiro da Ligue 1, mas um acordo com a Uefa impediu isso.
Esse acordo teve relação direta com a renúncia do empresário da presidência do Lyon. Segundo Textor, os problemas enfrentados na França eram um "conluio de dirigentes" de outros clubes. O Lyon abriu investigação contra as transações de Luiz Henrique, Igor Jesus, Almada.
O clube francês faz parte do Grupo Eagle, o mesmo do Botafogo, de propriedade de John Textor. Em novembro, investidores do Lyon — incluindo Michele Kang, atual presidente do clube — deixaram o conselho de administração da Eagle Football Holdings, em meio à briga por ações de Botafogo e do próprio clube francês com a Ares, empresa de investimentos que é credora do americano.
*GE