O ASA venceu o Murici por 3 a 0, com sobras, e está na quinta final consecutiva do Alagoano. Na coletiva após a partida, o técnico Dico Woolley destacou a regularidade alvinegra nos últimos anos.
— O trabalho do ASA é um trabalho que, a cada ano, vem mostrando sua força. Eu falei para o grupo que, se a gente for pesquisar quantas equipes no Brasil fizeram cinco finais seguidas, não é fácil, até em campeonatos onde tem duas equipes ali que, teoricamente, são mais fortes. E o ASA consegue, pela quinta vez consecutiva, chegar à final de um campeonato tão difícil, tão disputado, e muitas vezes com equipes com divisão acima.
Woolley comentou a importância de garantir um bom calendário em 2027 e explicou mudanças de sistema feitas durante o Alagoano.
— Nós sabíamos da importância desse jogo, de chegar mais uma vez na final, de ter um calendário mais robusto, como está sendo esse de 2026 e 2027, com Copa do Nordeste, enfim, tudo isso. Eu fazia um estudo do adversário. A cada semana, a gente trabalhava muito. Durante o campeonato, eu mudei o sistema várias vezes, em vários jogos, já joguei com a linha de três ali fazendo um 5-3-2 ou um 5-4-1. No segundo tempo, no jogo do CSE, no primeiro tempo do jogo do CRB, fomos com o Higor para fazer um 4-4-2, e os dois jogos do Murici fomos no 4-3-3 e não conseguimos fazer gol - disse o técnico, acrescentando:
— Não é só pelo sistema, pela formação, mas eu entendia que nesse momento era hora de mudar, de colocar um sistema diferente, de tentar pegar o adversário um pouco de surpresa, e também repetir um sistema que já tinha dado certo duas vezes: no 2º tempo do CSE e no jogo contra o CRB. Então, cada análise é individual para o jogo, eu entendi que a melhor era essa para esse momento e deu certo.
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ASA vence o Murici em Arapiraca — Foto: Pablício Vieira/ASA
O treinador também ressaltou a qualidade técnica e a partida soberana que o ASA realizou no Coaracy da Mata Fonseca neste domingo.
— Fizemos uma partida, ofensivamente, espetacular, defensivamente também, em todos os aspectos, mas sabíamos da importância de fazer um gol rápido porque, senão, o Murici ia ficar, ali, matando o jogo, como fez no primeiro jogo aqui, como fez no segundo lá, tentando levar o jogo para o final, achar um gol, levar para os pênaltis. E o primeiro gol ali muda completamente a dinâmica, eles têm que sair e aí o "jogo se iguala", mas não se iguala porque o ASA é uma equipe, tecnicamente, mais forte - afirmou, continuando:
— E aí, foi o que vocês viram, saiu o segundo gol, saiu o terceiro e podia ter saído mais, mas infelizmente não saiu, teve um gol anulado. Estou muito feliz com a atuação e agora é continuar trabalhando porque futebol é muito dinâmico, temos que voltar amanhã porque quarta-feira tem outro jogo muito difícil e importante para o clube.
O ASA jogou com Cris; Paulinho (Léo Príncipe), Cristian Lucca, Fábio Aguiar e Arthuzinho (Filipe Ramon); Léo Carvalho (Keliton), Allef e Sammuel, Higor Leite (Wandson); Gustavo Ramos (Jailson) e Alex Bruno (Júnior Viçosa).
Problema
Por ter sofrido um choque de cabeça, o lateral-esquerdo Arthuzinho deixou o campo direto para o hospital. Assim, o ASA adotou o procedimento de concussão e faz uma alteração a mais na partida.