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Terça-Feira, 22 de setembro de 2020

Geral

Sem coveiro, população de Palestina é obrigada a cavar covas para sepultar parentes

Sem coveiro, população de Palestina é obrigada a cavar covas para sepultar parentes

(Imagem: Reprodução )

Próximo de mais um aniversário e enfrentando a alta dos casos de coronavírus – já são quase 150 pessoas atestadas positivas – a cidade sertaneja de Palestina tem convivido com os mais absurdos exemplos de descaso administrativo.

Seus cerca de 5 mil habitantes – passivamente – tem assistido o fechamento de escolas municipais, a falência da saúde pública, o aumento do desemprego e o abandono de obras, que deixa a cidade com uma aparência de vítima de uma catástrofe.  
Por onde se anda, seja na cidade ou na área rural, se encontra famílias inteiras precisando da ajuda do município. O simples se tornou um obstáculo quase intransponível.

E se quem está vivo padece de socorro, em Palestina até os mortos – literalmente – sofrem.

A falência do serviço público municipal atinge até o cemitério. Sem limpeza e sem coveiro ou outro funcionário que faça os serviços, lá, os parentes dos mortos além de chorarem a perda e levarem o corpo ao campo santo, também são obrigados a cavarem a cova.

Sem as barreiras sanitárias, desativadas sem explicações mesmo com o aumento dos casos de coronavírus, a prefeita Eliane Silva Lisboa, a Lane Cabudo, acusada de não pagar aos contratados que trabalharam no controle da pandemia, também é criticada por ignorar o que deve ser feito pelo município e priorizar a campanha de seu candidato a prefeito, o comerciante Djalma Gonçalves da Silva, o ‘Jaime do Mercado’, que centraliza seu comércio em Pão de Açúcar, cidade vizinha a Palestina.

*Emergência 190