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Segunda-Feira, 14 de junho de 2021

Internacional

Britânica soca crocodilo para salvar irmã gêmea

Britânica soca crocodilo para salvar irmã gêmea

(Imagem: Reprodução )

Como todas as histórias de terror, a de Georgia Laurie começou de maneira bastante inofensiva.

Em um albergue vibrante em Puerto Escondido, no México, Georgia agora está sentada, pouco tempo depois de ter recebido alta do hospital, mexendo em seu telefone e cercada por outros mochileiros, tentando dar sentido aos últimos dias.

Certamente, o que ela passou foi um verdadeiro pesadelo – e não é à toa que, desde o episódio, ela tem dificuldades para dormir.

Ela, sua irmã gêmea, Melissa, de Berkshire, no sul da Inglaterra, e mais alguns amigos decidiram participar de um passeio de barco na lagoa Manialtepec, no México. É um local de beleza natural intocada, com manguezais repletos de rica vida selvagem.

No entanto, suas águas rasas também são o habitat de crocodilos e esta é a época de incubação – algo de que o grupo não sabia.

'Era lutar ou fugir'

"Na verdade, eu disse ao guia, 'este parece um lugar onde crocodilos vivem'", Georgia me falou com um sorriso irônico. A faixa enrolada firmemente em seu pulso é uma prova de que ela estava certa.

O guia – aparentemente um cidadão alemão que não era registrado no órgão de turismo e desde então desapareceu – insistiu que era seguro nadar ali. Enquanto o grupo desfrutava de um mergulho no frescor do início da tarde (não um mergulho à meia-noite como foi relatado inicialmente), Melissa foi repentinamente puxada para baixo d'água.

"Foi apavorante, não foi?", disse Georgia voltando-se para outras pessoas do grupo que estavam lá, que concordaram.

Um ambientalista local me disse que o caso provavelmente foi de uma fêmea de crocodilo defendendo seus filhotes. O animal foi atrás de Melissa em três ocasiões diferentes, perfurando seu estômago e perna.

No entanto, em vez de assistir impotente, Georgia reagiu e deu repetidos socos no crocodilo em seu nariz.

Um dos amigos, Ani, atravessou os manguezais e pediu ajuda. Um barco próximo com um grupo diferente de turistas ouviu os gritos e se dirigiu para lá.

"Empurrei a vegetação rasteira usando meu remo", disse Lalo Escamilla, o barqueiro e ornitólogo local que entrou nas águas rasas para ajudar as gêmeas.

Lalo me levou ao local onde aconteceu o ataque e explicou que barqueiros devidamente treinados como ele estão preocupados que as ações irresponsáveis ​​de um guia desonesto possam prejudicar seus negócios.

"Eles não são guias", diz ele sobre os estrangeiros que moram em Puerto Escondido e que buscam turistas para passeios de barco baratos, prejudicando os locais. "Eles não são especialistas aprovados pelo governo federal, eles não conhecem este lugar. Esse é o problema."

Uma vez a bordo, ficou claro que os ferimentos de Melissa eram fatais. Além das lacerações e cortes profundos, havia água em seus pulmões e seu pulso estava quebrado. Mais tarde, ela desenvolveria sepse (infecção generalizada) em seu intestino rompido.

A adrenalina que o corpo de Georgia liberava era tanta que ela não percebeu a extensão de seus próprios ferimentos até chegarem a um hospital particular na cidade.

"Só quando a enfermeira abriu meu punho para limpar minha mão é que percebi que ela também havia sido cortada", disse Georgia. Compreensivelmente, todo o seu foco estava na irmã gêmea, que a essa altura havia sido colocada em coma induzido.

Ligar para os pais dela foi o próximo momento difícil, pois era por volta das quatro horas da manhã no Reino Unido.

*Redação Alagoas Alerta com G1