Sexta-Feira, 27 de fevereiro de 2026
Sexta-Feira, 27 de fevereiro de 2026
Departamento de Estado dos EUA citou 'riscos de segurança' para autorizar nesta sexta (27) evacuação de funcionários não essenciais da embaixada em Jerusalém Ocidental. EUA trava negociações com o Irã em meio a ameaças de ataque, o que poderia desencadear guerra na região.
Os Estados Unidos autorizaram nesta sexta-feira (27) a evacuação de funcionários diplomáticos não essenciais da embaixada norte-americana de Israel em Jerusalém Ocidental. Washington citou "riscos de segurança" para os autorizar a deixar o país no Oriente Médio.
O anúncio ocorre em meio a uma escalada de tensões entre os EUA e o Irã e ameaças de um ataque militar direto feitas pelo presidente Donald Trump. Os dois países também negociam limitações ao programa nuclear iraniano, e a rodada mais recente ocorreu na quinta-feira (26) em Genebra, na Suíça.
"Em 27 de fevereiro de 2026, o Departamento de Estado autorizou a saída de funcionários não essenciais do governo dos EUA e de seus familiares da Missão dos EUA em Israel devido a riscos de segurança", afirmou o Departamento de Estado em comunicado.
"A situação de segurança em Israel, incluindo Tel Aviv e Jerusalém, é imprevisível, e os cidadãos dos EUA são lembrados de permanecer vigilantes e tomar medidas apropriadas para aumentar sua consciência de segurança, pois incidentes, incluindo disparos de morteiros e foguetes, incursões de drones e mísseis, podem ocorrer sem aviso prévio", completou a pasta.
No comunicado, os EUA não mencionam explicitamente as tensões com o Irã. Em caso de ataque norte-americano, Teerã já avisou que atacará bases militares do país pelo Oriente Médio, e Israel também poderia ser um alvo.
Trump mobilizou uma ampla presença militar perto do Irã e ameaça atacar o país caso o Irã não concorde com limitar seu programa nuclear. Tanto os EUA quanto o Irã falaram em progresso nas negociações após a rodada ocorrida na quinta-feira, e o mediador Omã falou em "progresso significante". Segundo a mídia norte-americana, no entanto, os negociadores dos EUA ficaram decepcionados com o teor das propostas iranianas.
Nesta sexta-feira (27), o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, pediu que os EUA evitem "exigências excessivas" para que os dois países entrem em acordo.
O Departamento de Estado dos EUA alertou também seus cidadãos a não viajarem para a região norte de Israel próxima às fronteiras com o Líbano e a Síria. Na quinta-feira, o Exército israelenese realizou bombardeios contra alvos do grupo extremista libanês Hezbollah, o que pode causar retaliação.