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Quinta-Feira, 26 de abril de 2018 | TEMPO: PARCIALMENTE NUBLADO

Internacional

Ex-presidente sul-coreana Park não recorrerá de pena de 24 anos de prisão, diz agência

Ela foi condenada recentemente pelo famoso caso da 'Rasputina', em que sua amiga usou da proximidade ao poder para dinheiro de grandes empresas.

Ex-presidente sul-coreana Park não recorrerá de pena de 24 anos de prisão, diz agência

(Imagem: Divulgação)

O ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye desistiu nesta segunda-feira (16) de apelar da sentença de 24 anos de prisão imposta pela Justiça de seu país por seu papel na trama de corrupção envolvendo sua amiga Choi Soon-sil, chamada de "Rasputina" coreana, que resultou na destituição da mandatária em janeiro de 2017, informa a agência local "Yonhap".

A Yonhap diz que Park apresentou o pedido perante o Tribunal de Distrito Central de Seul, o mesmo que a condenou à prisão em 6 de abril, mas mesmo assim haverá um julgamento de apelação, pois a promotoria apresentou um recurso após ficar insatisfeita com a pena imposta.

A ex-presidente da Coreia do Sul foi condenada a quase 25 anos de prisão e uma multa de 18 bilhões de wons (cerca de R$ 55 milhões) após ser considerada culpada de 16 das 18 acusações na chamada trama da "Rasputina", entre elas a de abuso de poder, suborno e coação.

A promotoria apelou da sentença no mesmo dia da decisão, por discordar da absolvição de Park de algumas acusações.

Park não se apresentou perante a corte em outubro alegando problemas de saúde e também não compareceu no começo do mês à leitura da sentença (que pela primeira vez neste país foi televisionada), e denunciou que não foi julgada de maneira imparcial.

Tráfico de influência

A queda em desgraça da ex-presidente começou em meados de 2016, quando foi revelado que sua melhor amiga, Choi Soon-sil, que nunca ocupou nenhum cargo oficial, aproveitou sua influência para obter milhões de dólares de grandes empresas sul-coreanas.

O escândalo levou a Assembleia Nacional a destituir a presidente em dezembro daquele ano, o que acabou com a imunidade de Park e abriu caminho para uma investigação.

Depois que o Tribunal Constitucional confirmou o impeachment em 10 de março de 2017, a Procuradoria interrogou a ex-presidente e solicitou sua prisão, porque considerava Park uma cúmplice de Choi. A ex-presidente nega todas as acusações e afirma que Choi traiu sua confiança.

Park é o terceiro ex-chefe de Estado da Coreia do Sul detido por um caso de corrupção. Chun Doo-Hwan e Roh Tae-Woo cumpriram penas de prisão nos anos 1990 por motivos similares. O ex-presidente Roh Moo-Hyun, eleito democraticamente, cometeu suicídio em 2009, quando ele e a família eram investigados por corrupção.

*G1

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