Quarta-Feira, 06 de maio de 2026
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Presidente dos EUA, Donald Trump, irá à China em visita de Estado nos dias 14 e 15 de maio
O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente chinês, Xi Jinping, antes de uma reunião bilateral na Base Aérea de Gimhae, em 30 de outubro de 2025, em Busan, Coreia do Sul (Imagem: Andrew Harnik/Getty Images)
Pequim encara com cautela a guerra com o Irã como um fator que pode fortalecer sua posição de negociação com os Estados Unidos, segundo fontes chinesas familiarizadas com o assunto.
O raro encontro presencial entre o presidente americano Donald Trump e o chinês Xi Jinping, que já havia sido adiado devido à guerra, está agora agendado para 14 e 15 de maio, de acordo com a Casa Branca. Diversas fontes indicam que Pequim vê a cúpula de alto risco como uma oportunidade singular para garantir um relacionamento mais estável a longo prazo com seu maior concorrente econômico e militar.
Mas, apesar da vantagem percebida, as fontes afirmam que Pequim permanece extremamente cautelosa, com opiniões divididas entre os membros do governo sobre como lidar com as inúmeras complicações desencadeadas pelo conflito, principalmente a possibilidade de o Estreito de Ormuz – por onde a China importa cerca de um terço de seu petróleo e gás – permanecer fechado quando Trump chegar à capital chinesa.
A visita de Trump “não é como qualquer outra visita de chefes de Estado”, disse uma fonte chinesa sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto. “O mandato de Trump provavelmente terá um impacto duradouro na ordem mundial e já alterou fundamentalmente a forma como os EUA enxergam seus próprios interesses.”
“O sucesso ou o fracasso da visita terá um impacto a longo prazo nos futuros acordos entre a China e os EUA, independentemente de quem chegar ao poder, democratas ou republicanos”, disse a fonte.
*CNN