Sexta-Feira, 06 de março de 2026
Sexta-Feira, 06 de março de 2026
Bombardeios acontecem em Teerã, a capital iraniana, e Isfahan, a terceira maior cidade do país, nesta sexta-feira (6). Um comandante sênior foi 'alvejado'.
Jato F-16 dos Estados Unidos decola no Oriente Médio em apoio à Operação Fúria Épica, modo como os EUA chamam a guerra contra o Irã, em 2 de março de 2026. (Imagem: Divulgação/Força Aérea dos EUA)
Ainda segundo comunicado, um comandante sênior iraniano foi alvejado.
Mais cedo, o Exército israelense já havia divulgado um vídeo mostrando um bombardeio ao bunker subterrâneo de Ali Khamenei, líder supremo do país morto no primeiro dia de confronto, no sábado (28).
"Esta manhã, aproximadamente 50 caças da Força Aérea, com orientação precisa da Diretoria de Inteligência e em cooperação com a Diretoria Antiterrorismo, atacaram o bunker subterrâneo de Ali Khamenei, construído sob o complexo da liderança do regime terrorista iraniano, no coração de Teerã", revelaram.
Os Estados Unidos e Israel estão entrando em uma nova guerra contra o Irã, que envolve um "aumento drástico" do poder de fogo sobre o território iraniano, novos ataques ao programa de mísseis de Teerã e bombardeios à "infraestrutura do regime" dos aiatolás, segundo a liderança do Exército norte-americano.
“À medida que transitamos para a próxima fase desta operação, desmantelaremos sistematicamente a capacidade futura de produção de mísseis do Irã, e isso já está em andamento”, disse o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), em coletiva na quinta-feira (5). Isso deve levar algum tempo, segundo ele.
Cooper disse que as forças dos EUA destruíram mais de 200 alvos no Irã nas últimas 72 horas e destruíram 30 navios de guerra iranianos no total no conflito, incluindo um navio porta-drones no início da quinta-feira. Na quarta-feira, o chefe das Forças Armadas, Dan Caine, afirmou que os EUA já tinham atingido mais de dois mil alvos iranianos no conflito.
Veja abaixo o que mais se sabe sobre a próxima fase do conflito, segundo autoridades dos EUA:
Autoridades dos EUA não deram muitos detalhes específicos sobre o que a nova fase da guerra contra o Irã, porém falaram do que estão planejando fazer a partir de agora no conflito.
O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, que estava na coletiva junto com Cooper, acrescentou que os bombardeios norte-americanos na nova fase do conflito serão mais devastadores e terão como alvo "infraestrutura do regime" iraniano.
“O poder de fogo sobre o Irã está prestes a aumentar drasticamente. (...) Se vocês acham que já viram algo, apenas esperem. A quantidade de poder de fogo que ainda está vindo, combinada com as forças de Israel, vai se multiplicar sobre o Irã", afirmou na coletiva o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth.
As falas de Hegseth e Cooper ocorreram em meio a uma guerra que EUA e Israel travam contra o Irã desde sábado, quando mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei e autoridades da alta cúpula de governo e militares. O conflito entrou no 7º dia nesta sexta-feira. Veja o que ocorreu até aqui.
A nova fase do conflito também deve incluir o uso de bombas gravitacionais de alta precisão contra o Irã, segundo indicou na quarta-feira o almirante Dan Caine, comandante do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA. Segundo ele, o Exército dos EUA mudarão a estratégia dos bombardeios, de grandes ondas para ataques mais precisos com uso desses armamentos, que terão ogivas de 225 kg, 450 kg e 900 kg.
A próxima etapa da guerra também será travada com superioridade "total" dos EUA e de Israel sobre o espaço aéreo iraniano, que segundo Hegseth foi estabelecida nas últimas horas.
Na coletiva da quinta-feira, Hegseth também afirmou que o Irã está cometendo um erro se acredita que os Estados Unidos não podem sustentar a guerra em andamento, acrescentando que Washington apenas começou a lutar.
"O Irã espera que não possamos sustentar isso, o que é um erro de cálculo muito grave. (...) Não há falta de determinação americana. Não temos falta de munição e podemos continuar essa guerra pelo tempo que precisarmos. Nós definimos o cronograma", disse Hegseth.
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Mapa mostra bombardeios dos EUA no Irã nas primeiras 100 horas de conflito. — Foto: Divulgação/Exército dos EUA
*G1