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Segunda-Feira, 14 de junho de 2021

Internacional

Manifestantes protestam com Biden e Boris Johnson flutuantes durante o G7

Manifestantes protestam com Biden e Boris Johnson flutuantes durante o G7

(Imagem: Alberto Pezzali/AP)

Um protesto durante a cúpula do G7 levou bonecos infláveis do presidente americano Joe Biden e do primeiro-ministro britânico Boris Johnson à costa da Cornualha (Inglaterra) onde acontece a partir desta sexta-feira (11) o encontro dos líderes das sete maiores economias mundiais.

O apelo dos ativistas é por medidas concretas dos Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Canadá, Japão e Alemanha contra duas crises "urgentes e simultâneas": a pandemia e as mudanças climáticas.

A ativista britânica Kirsty McNeill disse em entrevista à agência de notícias Reuters que o protesto com os líderes infláveis pede que a vacinação global esteja no topo das prioridades discutidas durante o encontro.

"Nenhum de nós está seguro até que todos estejam seguros, e é por isso que precisamos de vacinas para todos", disse McNeill.

Outra manifestação também na costa britânica levou "líderes cabeçudos" disputando por uma seringa de vacina com os nomes das maiores farmacêuticas.

A ação de uma ONG internacional enfileirou presidentes, premiês e chanceler em uma espécie de cabo de guerra pelos imunizantes.

Cabo de guerra entre líderes do G7 na disputa por uma vacina em manifestação durante o encontro na Cornuália (Reino Unido) em 11 de junho de 2021 — Foto: Peter Nicholls/Reuters

Cabo de guerra entre líderes do G7 na disputa por uma vacina em manifestação durante o encontro na Cornuália (Reino Unido) em 11 de junho de 2021 — Foto: Peter Nicholls/Reuters

Enquanto isso, nas ruas da Cornuália, manifestantes pressionam os líderes mundiais para discutirem medidas para atenuar as mudanças climáticas.

Cartazes pedem que os chefes de Estado e governo "não desapontem" e que não acabem com acordos já feitos sobre o clima.

Manifestantes pelo clima protestam nas ruas da Cornuália durante a cúpula do G7 em 11 de junho de 2021 — Foto: Tom Nicholson/Reuters

Manifestantes pelo clima protestam nas ruas da Cornuália durante a cúpula do G7 em 11 de junho de 2021 — Foto: Tom Nicholson/Reuters

Cúpula do G7

A reorganização de um mundo abalado pela pandemia de Covid-19 é a pauta determinante do encontro do G7 deste ano, que vai até domingo no Reino Unido.

Antes mesmo do início oficial da cúpula, o governo britânico anunciou a distribuição de 1 bilhão de doses de vacinas pelos membros do G7 a países pobres, com o objetivo de acabar com a pandemia até 2022.

O evento também é cercado pela expectativa da primeira participação de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos, em sua primeira viagem internacional no cargo.

Um tema certamente levado à mesa será a necessidade de fortalecimento das democracias, um assunto que o presidente norte-americano quer impor inclusive para se distanciar de seu antecessor, Donald Trump, e para reforçar sua posição antes do encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, marcado para 16 de junho, na Suíça.

Ao chegar ao Reino Unido para o encontro do G7, na noite de quarta-feira, Biden fez questão de afirmar que “vamos deixar claro que os EUA estão de volta e que as democracias do mundo estão unidas para enfrentar os desafios mais difíceis e as questões que mais importam para o nosso futuro”.

O presidente dos EUA, Joe Biden, e a primeira-dama, Jill Biden, caminham ao lado do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e sua mulher, Carrie Johnson, em Carbys Bay, na Cornualha, na véspera da abertura do encontro do G7, na quinta-feira (10) — Foto: Toby Melville/Pool Photo via AP

O presidente dos EUA, Joe Biden, e a primeira-dama, Jill Biden, caminham ao lado do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e sua mulher, Carrie Johnson, em Carbys Bay, na Cornualha, na véspera da abertura do encontro do G7, na quinta-feira (10) — Foto: Toby Melville/Pool Photo via AP

Outro destaque é a última participação de Angela Merkel em um G7. A mais experiente do grupo, ela já esteve em 15 eventos deste tipo, mas vai deixar o cargo de primeira-ministra da Alemanha em alguns meses. Em sua despedida, ela deve negociar com Biden a situação do gasoduto Nord Stream 2, que ela apoia, mas que, segundo os EUA, deve prejudicar a Ucrânia e fortalecer a Rússia.

Convidados

Além dos Estados Unidos e do Reino Unido, também compõem o Grupo dos Sete CanadáFrança, Alemanha, Itália e Japão. Este ano, foram convidados a participar da cúpula AustráliaÍndiaÁfrica do Sul e Coreia e do Sul.

Paralelos à programação oficial, acontecem ainda uma série de encontros bilaterais, como um já programado entre Biden e Justin Trudeau, primeiro-ministro canadense, para discutir a questão de Meng Wanzhou, executiva da Huawei, que luta contra a extradição do Canadá para os EUA por acusações de fraude.

Reuniões entre ministros de diversas áreas irão tratar de assuntos específicos, como Saúde, Comércio, Desenvolvimento e Meio Ambiente, enquanto grupos discutem questões ligadas à juventude, mulheres, ciência, sociedade civil e trabalho, entre outros.

*G1