Segunda-Feira, 13 de abril de 2026
Segunda-Feira, 13 de abril de 2026
Objetivo do pontífice é instar líderes mundiais a atenderem às necessidades do continente
O papa Leão XIV iniciou nesta segunda-feira (13) a sua viagem de dez dias por quatro países africanos com o objetivo de instar os líderes mundiais a atenderem às necessidades do continente, onde vive mais de um quinto dos católicos do mundo.
O pontífice desembarcou em Argel, a capital da Argélia, onde foi recebido pelo presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, e por diversas autoridades.
Leão XIV deve passar por 11 cidades, percorrendo quase 18 mil km em 18 voos, e também visitará Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
O papa, que se destacou como um crítico da guerra com o Irã, fez apenas uma grande viagem ao exterior desde sua eleição em maio passado, visitando a Turquia e o Líbano em novembro e dezembro. Ele visitou Mônaco em março deste ano.
Com 70 anos, Leão XIV está realizando uma das viagens mais complexas organizadas para um pontífice em décadas.
Mais de 20% dos católicos do mundo vivem na África, segundo estatísticas do Vaticano. Os três países da África Subsaariana que o papa está visitando têm populações onde mais da metade se identifica como católica.
A Argélia, no entanto, é um país predominantemente muçulmano, com menos de 10 mil católicos em sua população de cerca de 48 milhões de pessoas. Esta é a primeira vez que o país receberá um papa católico.
Crise entre papa Leão XIV e Donald Trump
O primeiro papa dos Estados Unidos foi alvo de críticas em uma série de publicações do presidente americano Donald Trump no final do domingo (12), que gerou forte repúdio por parte dos católicos.
O líder americano começou o texto afirmando que o pontífice "é fraco no combate ao crime e péssimo em política externa".
Além disso, ele citou a pandemia de Covid-19, alegando que a Igreja Católica e outras organizações cristãs "prenderam" padres, pastores e outros indivíduos por realizarem cultos "mesmo ao ar livre, mantendo distanciamento social" -- sem apresentar provas ou dar detalhes.
Após as críticas de Trump, o papa afirmou à agência Reuters que vai continuar se manifestando contra a guerra e que não quer "entrar em debate" com o líder americano.
"Não acho que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada da maneira como algumas pessoas estão fazendo", destacou o pontífice.
"Continuarei a me manifestar veementemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas", disse ele, falando em inglês.
O atrito entre Leão e Trump não é novidade. Em 2025, o papa já havia criticado em mais de uma oportunidade a maneira como o governo americano trata os imigrantes, por exemplo.
*Reuters