Sexta-Feira, 06 de março de 2026
Sexta-Feira, 06 de março de 2026
Presidente dos EUA descartou possibilidade de acordo com Teerã para finalizar a guerra, que entrou no 7º dia nesta sexta (6). Washington prometeu intensificar bombardeios e atacar 'infraestrutura do regime' iraniano nos próximos dias.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu nesta sexta-feira (6) a "rendição incondicional" do Irã, com quem o país trava guerra desde o último sábado.
"Não haverá acordo com o Irã, exceto com RENDIÇÃO INCONDICIONAL! Depois disso, e da escolha de um GRANDE e ACEITÁVEL líder(es), nós — e muitos de nossos maravilhosos e muito corajosos aliados e parceiros — trabalharemos incansavelmente para tirar o Irã da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca. O IRÃ TERÁ UM GRANDE FUTURO. “TORNEM O IRÃ GRANDE NOVAMENTE (MIGA!)", afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exige 'rendição incondicional' do Irã em 6 de março de 2026. — Foto: Reprodução/Donald Trump no Truth Social
A fala de Trump ocorre em meio a ameaças de uma intensificação ainda maior dos bombardeios realizados desde sábado por EUA e Israel contra o território iraniano, principalmente Teerã. Os aliados, inclusive, anunciaram na quinta-feira uma "nova fase" guerra, que envolve um "aumento drástico" do poder de fogo contra o Irã e bombardeios à "infraestrutura do regime" dos aiatolás. (Leia mais abaixo)
O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), em coletiva na quinta-feira (5). Cooper disse que as forças dos EUA destruíram mais de 200 alvos no Irã nas últimas 72 horas e destruíram 30 navios de guerra iranianos no total no conflito, incluindo um navio porta-drones no início da quinta-feira. Na quarta-feira, o chefe das Forças Armadas, Dan Caine, afirmou que os EUA já tinham atingido mais de dois mil alvos iranianos no conflito.
“À medida que transitamos para a próxima fase desta operação, desmantelaremos sistematicamente a capacidade futura de produção de mísseis do Irã, e isso já está em andamento”, disse Cooper. Isso deve levar algum tempo, segundo ele.
Autoridades dos EUA não deram muitos detalhes específicos sobre o que a nova fase da guerra contra o Irã, porém falaram do que estão planejando fazer a partir de agora no conflito.
O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, que estava na coletiva junto com Cooper, acrescentou que os bombardeios norte-americanos na nova fase do conflito serão mais devastadores e terão como alvo "infraestrutura do regime" iraniano.
“O poder de fogo sobre o Irã está prestes a aumentar drasticamente. (...) Se vocês acham que já viram algo, apenas esperem. A quantidade de poder de fogo que ainda está vindo, combinada com as forças de Israel, vai se multiplicar sobre o Irã", afirmou na coletiva o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth.
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Jato F-16 dos Estados Unidos decola no Oriente Médio em apoio à Operação Fúria Épica, modo como os EUA chamam a guerra contra o Irã, em 2 de março de 2026. — Foto: Divulgação/Força Aérea dos EUA
As falas de Hegseth e Cooper ocorreram em meio a uma guerra que EUA e Israel travam contra o Irã desde sábado, quando mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei e autoridades da alta cúpula de governo e militares. O conflito entrou no 7º dia nesta sexta-feira. Veja o que ocorreu até aqui.
A nova fase do conflito também deve incluir o uso de bombas gravitacionais de alta precisão contra o Irã, segundo indicou na quarta-feira o almirante Dan Caine, comandante do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA. Segundo ele, o Exército dos EUA mudarão a estratégia dos bombardeios, de grandes ondas para ataques mais precisos com uso desses armamentos, que terão ogivas de 225 kg, 450 kg e 900 kg.
A próxima etapa da guerra também será travada com superioridade "total" dos EUA e de Israel sobre o espaço aéreo iraniano, que segundo Hegseth foi estabelecida nas últimas horas.
Na coletiva da quinta-feira, Hegseth também afirmou que o Irã está cometendo um erro se acredita que os Estados Unidos não podem sustentar a guerra em andamento, acrescentando que Washington apenas começou a lutar.
"O Irã espera que não possamos sustentar isso, o que é um erro de cálculo muito grave. (...) Não há falta de determinação americana. Não temos falta de munição e podemos continuar essa guerra pelo tempo que precisarmos. Nós definimos o cronograma", disse Hegseth.
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Mapa mostra bombardeios dos EUA no Irã nas primeiras 100 horas de conflito. — Foto: Divulgação/Exército dos EUA
*G1