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Sexta-Feira, 13 de março de 2026

Justiça

Com voto de Nunes Marques, 2ª Turma do STF forma maioria para manter prisão de Vorcaro

Votação na Segunda Turma do STF é feita de forma online; ministros podem se pronunciar até o dia 20 de março

Com voto de Nunes Marques, 2ª Turma do STF forma maioria para manter prisão de Vorcaro

Vorcaro foi preso em São Paulo e depois enviado para Penitenciária Federal de Brasília (Imagem: Reprodução/SAP/Arquivo)

Os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), votaram para manter a prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os ministros analisam o tema em plenário virtual desta sexta-feira (13) até a próxima (20).

Na modalidade virtual, não há discussão, os ministros apresentam os votos de forma online. Se houver pedido de vista, o julgamento será suspenso. E, se os ministros pedirem destaque, o caso será levado ao plenário presencial.

“Ante o exposto, voto pelo referendo à medida cautelar, excetuado apenas o comando destinado ao investigado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, porque veio a falecer, ocasionando a superveniente perda da eficácia da decisão, especificamente em relação à fração que recaía sobre si”, escreveu Mendonça no voto.

Ou seja, a medida não vale para o investigado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, chamado de “Sicário”, que morreu na prisão. Com isso, a decisão perde efeito apenas na parte que o atingia.

Fazem parte da Segunda Turma os ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes e Dias Toffoli e Luiz Fux. Neste momento, só falta o voto de Gilmar.

Toffoli era relator do caso e foi afastado da relatoria após a PF encontrar mensagens dele com o banqueiro. Na última quarta-feira (11), Toffoli se declarou suspeito para analisar todos os processos do caso. Hoje, quando a votação foi aberta, ele confirmou a suspeição.

Revista Oeste

Prisão

Menos de um mês após ser designado como novo relator do caso do Banco Master, o ministro André Mendonça tomou a primeira decisão no processo: determinar a nova prisão do banqueiro, no dia 4 de março.

Vorcaro foi preso em São Paulo em uma investigação que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras.

PF (Polícia Federal) apontou que o esquema investigado apresenta quatro núcleos principais de atuação:

  • Núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro;
  • Núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central;
  • Núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, com utilização de empresas interpostas;
  • Núcleo de intimidação e obstrução de justiça, responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.

As investigações também apontam que o grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro.

*R7/Brasília