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Sexta-Feira, 24 de abril de 2026

Justiça

Gilmar Mendes diz que errou ao citar homossexualidade em críticas a Zema

Ministro postou nas redes sociais que vai enfrentar a ' indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo'.

Gilmar Mendes diz que errou ao citar homossexualidade em críticas a Zema

(Imagem: Victor Piemonte/STF )

O ministro Gilmar Mendes disse que errou ao relacionar homossexualidade a uma acusação contra Romeu Zema em entrevista concedida ao Metrópoles nesta quinta-feira (23). Ao explicar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais no inquérito das fake news, o ministro usou um exemplo de algo que ele avalia que Zema não aceitaria ser relacionado.

"Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?", falou o ministro durante a entrevista. Mais tarde, nas redes sociais, Mendes se desculpou.

"Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema", disse Gilmar Mendes. "Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo", concluiu.
 
Gilmar Mendes se desculpa por fala em entrevista. — Foto: Reprodução / X

Gilmar Mendes se desculpa por fala em entrevista. — Foto: Reprodução / X

O pedido do ministro diz respeito a um vídeo publicado em março por Zema nas redes sociais. No vídeo, o mineiro faz críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli no contexto do caso Master. Os magistrados são retratados como fantoches.

Nesta semana, o Gilmar Mendes pediu ao relator do inquérito das fake news, o também ministro Alexandre de Moraes, que incluísse Zema na investigação. No pedido, Gilmar argumenta ter tomado conhecimento do vídeo em 5 de março e menciona que o conteúdo "vilipendia" não apenas a honra e a imagem do Supremo como a dele também.

Segundo interlocutores do Supremo, Moraes encaminhou o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da União (PGR).

Em entrevista ao Estúdio i da GloboNews na segunda-feira (20), Zema afirmou que não tinha sido notificado a respeito do pedido para ser incluído no inquérito.

"Eu não fui notificado. Parece que tem sido um modus operandi do Supremo, em especial de alguns ministros, fazerem isso sem dar o devido o direito de defesa à outra parte, de forma que tudo é sigiloso e, quando você toma conhecimento [da investigação] , já está num estágio mais avançado", disse.
 

O que é o inquérito das fake news

 

O chamado inquérito das fake news foi aberto em março de 2019 pelo STF e está sob a relatoria de Moraes.

O objetivo do inquérito, que é alvo de polêmicas, é apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e contra o sistema democrático.

O inquérito foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.

Desde o início, o objetivo da apuração é identificar estruturas organizadas que atuem para desacreditar instituições, intimidar autoridades e estimular discursos contra a democracia, especialmente por meio das redes sociais.

*G1