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Sábado, 07 de março de 2026

Maceió

Defesa Civil de Maceió não registra acidentes fatais em decorrência das chuvas, em 2025

Trabalho preventivo da Defesa Civil Municipal é responsável pelo marco histórico obtido há quatro anos consecutivos

Defesa Civil de Maceió não registra acidentes fatais em decorrência das chuvas, em 2025

Defesa Civil de Maceió monitora áreas de risco da capital 24 horas por dia. (Imagem: Secom Maceió)

A Defesa Civil de Maceió registrou 2.479 ocorrências em 2025, um aumento de 63,3% em relação a 2024, com 1.518 atendimentos. O crescimento está diretamente associado aos eventos de chuva extrema que marcaram o período chuvoso, especialmente entre maio e junho, quando as precipitações ficaram 60% acima da média histórica, segundo análise do Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Maceió (Cimadec).

Apesar do número expressivo de atendimentos, a Defesa Civil de Maceió não registrou nenhuma acidente fatal em decorrência das chuvas, em 2025, e fechou o período chuvoso com este marco histórico pelo quarto ano consecutivo.

As ocorrências mais frequentes foram edificações com problemas estruturais (704 chamados), seguidas por deslizamentos de solo (311) e ameaças de deslizamento (200).

Os bairros com maior número de ocorrências foram Bom Parto (302 registros), Jacintinho (229) e Chã da Jaqueira (219), todos com áreas diretamente impactadas pela intensidade das chuvas.

O aumento no número de atendimentos também refletiu na atuação dos demais órgãos municipais. Em 2025, foram enviadas à Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) 137 solicitações de poda de árvores e limpezas emergenciais.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) foi acionada em 224 solicitações, principalmente para intervenções de drenagem e apoio técnico em ocorrências agravadas pela chuva. Ambos os quantitativos são compatíveis com a concentração dos eventos extremos registrados no primeiro semestre.

De acordo com o relatório meteorológico do Cimadec, abril apresentou déficit severo de -72,7% de chuva, atrasando o início do período chuvoso. Em maio, entretanto, a precipitação foi 76% superior ao que era esperado, e junho ultrapassou em 45,9%. Somados, os dois meses acumularam quase 1.000 mm de chuva, o que favoreceu o aumento dos casos de deslizamento e problemas estruturais em toda a cidade.

O meteorologista responsável pelo estudo, Hugo Carvalho, destaca que a distribuição irregular das chuvas foi determinante para o cenário observado em 2025. “Tivemos um início de período chuvoso muito seco e, logo em seguida, uma sequência de eventos extremos. Essa quebra de padrão intensificou a saturação do solo em pouco tempo e aumentou significativamente o risco de deslizamentos e ocorrências de edificações com problemas estruturais”, explica.

O diretor-operacional da Defesa Civil Municipal, Matheus Montenegro, reforça o impacto direto da precipitação nos atendimentos. “O aumento das ocorrências acompanha exatamente os meses de maior intensidade de chuva. Nossas equipes atuaram continuamente para minimizar danos e garantir a segurança da população”, diz.

A Defesa Civil de Maceió permanece em monitoramento permanente e pode ser acionada 24 horas por dia através do número 199.

*Redação com Assessoria