Sábado, 14 de março de 2026
Sábado, 14 de março de 2026
Atividade abordou levantamento de dados sobre favelas e comunidades urbanas
Durante a programação do 12º Encontro Nacional da Rede Brasileira de Institutos de Planejamento (InREDE), realizado nessa sexta-feira (13), o Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental de Maceió (Iplam) promoveu um espaço de debate técnico sobre a produção e o uso de dados para o planejamento urbano, com foco nos territórios socialmente vulneráveis das cidades. Como parte das atividades , o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou uma oficina voltada à apresentação da metodologia utilizada para o levantamento de informações sobre favelas e comunidades urbanas.
O debate integrou a agenda do encontro, que reúne profissionais e instituições de planejamento urbano de diferentes municípios brasileiros para discutir desafios e soluções relacionados à gestão das cidades.
A oficina foi conduzida pelo coordenador de Geografia do IBGE, Cláudio Stenner, e reuniu técnicos e especialistas responsáveis pelo planejamento urbano em diversas cidades. A proposta foi promover um momento de escuta e troca de experiências entre o órgão federal e os institutos de planejamento municipais, contribuindo para o aprimoramento das informações utilizadas na formulação de políticas públicas.

“A gente procurou fazer uma escuta em relação aos institutos para obter o ponto de vista de cada município sobre quais informações consideram necessárias sobre favelas e comunidades urbanas e também sobre outras categorias de territórios socialmente sensíveis”, explicou o coordenador de Geografia do IBGE. De acordo com ele, o objetivo é compreender se a classificação atualmente utilizada pelo órgão federal atende às demandas dos municípios ou se há necessidade de ampliar ou aperfeiçoar essa categorização.
As contribuições apresentadas durante a atividade também dialogam com o processo de preparação conceitual do próximo Censo Demográfico, previsto para 2030, especialmente no que diz respeito à classificação e caracterização de territórios socialmente sensíveis.
Em Maceió, a discussão ganha contornos específicos devido às características urbanas da capital alagoana. Muitos desses territórios são popularmente conhecidos como grotas, denominação relacionada à formação geológica presente em diversas áreas da cidade.
A diretora técnica de Urbanismo Social e Comunidades Urbanas do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental, Bárbara Melânia, destacou que reconhecer as particularidades desses territórios é fundamental para qualificar o planejamento urbano e direcionar políticas públicas de forma mais eficiente.
“Em Maceió, muitos desses territórios estão localizados nas grotas, que têm uma característica de relevo muito específica da cidade. Quando utilizamos classificações mais gerais, como favelas e comunidades urbanas, essas particularidades nem sempre aparecem. Isso impacta diretamente no planejamento e no direcionamento de ações, por exemplo, a infraestrutura para áreas de grota é mais complexa do que para territórios planos”, explicou.
Para ela, momentos de troca como a oficina contribuem para ampliar o diálogo entre instituições e municípios e fortalecer a construção de políticas públicas mais adequadas à realidade de cada cidade.
Atividade reuniu um público técnico especializado como o dos institutos de planejamento das cidades. Foto: Ascom Iplam.
*Redação com Assessoria