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Sexta-Feira, 19 de abril de 2019 | TEMPO: PARCIALMENTE NUBLADO

Meio Ambiente

Nove rios alagoanos possuem qualidade da água em situação regular

A especialista em Recursos Hídricos, Malu Ribeiro, afirma que o despejo de esgoto doméstico é a principal causa da poluição dos rios monitorados

Nove rios alagoanos possuem qualidade da água em situação regular

(Imagem: Divulgação)

A Fundação SOS Mata Atlântica apresentou, nesta quarta-feira (22), um relatório construindo um panorama sobre a qualidade da água – das bacias hidrográficas - em 240 pontos de coleta, que são distribuídas em 184 rios, em comemoração no Dia Mundial da Água. O estudo desenvolvido pela tutela do projeto Observando os Rios, entre março de 2016 a fevereiro de 2017, produziu 1.607 análises da água coletada distribuídas em 73 municípios de 11 estados.

Além do Distrito Federal, os grupos de monitoramento visitaram os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. Os voluntários – do projeto – eram supervisionados pela equipe técnica de Recursos Hídricos da Fundação.

Em Alagoas, o Projeto identificou nove rios em situação regular, que preocupa o governo estadual para adotar políticas voltadas a preservação do meio ambiente. São eles: Riacho Doce, Rio Pratagy, Rio Camaragibe, Rio São Francisco, Rio Manguaba, Rio Lages, Rio Tatuamunha, Rio Fonte Grande. A Fundação mobilizou vários institutos e, em destaque, a presença da Ufal Penedo.

No estudo, a Fundação utilizou a metodologia de monitoramento, aplicada em 1993, para observar as condições ambientais que interferem na saúde e, assim, apresentar o Índice de Qualidade da Água para mobilizar a sociedade, em relação a gestão, e engajar projetos públicos para a pasta. Além disso, o Índice é obtido pela soma de aspectos físicos, químicos e biológicos nas amostras de água para compor os indicadores relativos a qualidade: ótima, boa, regular, ruim e péssima.

São 16 critérios levados em consideração: temperatura da água, temperatura do ambiente, turbidez, espumas, lixo flutuante, odor, material sedimentares, peixes, larvas e vermes vermelhos, larvas e vermes brancos, coliformes totais, oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de oxigênio (DBO), potencial hidrogeniônico (pH), fosfato (PO4) e nitrato (NO3).

A especialista em Recursos Hídricos, Malu Ribeiro, afirma que o despejo de esgoto doméstico é a principal causa da poluição dos rios monitorados. “Junto a outras fontes difusas de contaminação, que incluem a gestão inadequada dos resíduos sólidos, o uso de defensivos e insumos agrícolas, o desmatamento e o uso desordenado do solo”, ressalta.

O projeto não enquadrou nenhum ponto monitorado – da bacia hidrográfica – como ótimo e, no relatório, se preocupou com a presença de 168 pontos avaliados como regular, que compreende 70% da pesquisa. No restante, 6 pontos foram avaliados como bom (2,5%), 63 pontos como ruim (26,3%), e 3 pontos como péssimo (1,2%).

*Bruno Presado/Redação Alagoas Alerta

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