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Quinta-Feira, 02 de abril de 2020

Mundo

Agência afirma que 2020 tem o janeiro mais quente da história

Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos destaca tendência de aquecimento global. Registro acende alerta para crise climática.

Agência afirma que 2020 tem o janeiro mais quente da história

(Imagem: Agência Brasil )

A principal agência de registros atmosféricos dos Estados Unidos confirmou, nesta quinta-feira (13), que 2020 teve o janeiro mais quente da história. A Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) faz o registro de temperatura há 141 anos.

No início de fevereiro, o serviço europeu Copernicus já havia anunciado esse recorde de temperatura.

O novo marco é apenas o mais recente de uma série de recordes climáticos quebrados nos últimos anos.

A Agência divulgou que o janeiro de 2020 é o 44º consecutivo que registra a temperatura acima da média. Além disso, considerando todos os meses do ano, janeiro de 2020 foi o 421º acima da média do século XX.

A temperatura, considerando a registrada em terra e no mar, foi 1,13ºC acima da média registrada em todo o século XX.

Os registros da Noaa apontam que a Terra segue em aquecimento, o que acende alerta para a crise climática, apontada por muitos especialistas como um dos maiores problemas que a humanidade vai enfrentar no século XXI.

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Considerando-se o Hemisfério Sul, a agência mostra 0,78ºC acima da média – seu segundo mês de janeiro mais quente já registrado, atrás apenas de 2016.

Outro dado que aponta uma tendência de aquecimento do planeta mostra que os quatro meses de janeiro mais quentes são os de 2016 para cá.

Quando se recortam os dez maiores registros, observa-se que eles se deram após 2002, segundo a Noaa.

Os principais eventos climáticos de janeiro de 2020

A Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa) destacou alguns dos principais acontecimentos climáticos do mês de janeiro:

  • Temperaturas recordes: em partes da Escandinávia, Ásia, Oceano Índico, Oceano Pacífico central e ocidental, Oceano Atlântico e América Central e do Sul. Nenhuma área terrestre ou oceânica apresentava temperaturas recorde em janeiro.
  • Redução do registro de geleira marinha: A extensão da cobertura de gelo do mar Ártico ficou 5,3% abaixo da média de 1981 a 2010. A cobertura antártica de gelo marinho durante janeiro ficou 9,8% abaixo da média e empatou com janeiro de 2011 como o décimo menor índice já registrado.
  • Diminuição da cobertura de neve: A cobertura de neve do Hemisfério Norte estava abaixo da média de 1981 a 2010. Janeiro de 2020 registrou a 18ª menor cobertura de neve em janeiro em 54 anos.

*Redação Alagoas Alerta com G1