Quarta-Feira, 28 de janeiro de 2026
Quarta-Feira, 28 de janeiro de 2026
Forças Armadas também criticaram o "sequestro covarde" de Nicolás Maduro
Vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, faz pronunciamento à imprensa em Caracas (Imagem: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters)
As Forças Armadas da Venezuela publicaram uma nota neste domingo (4) declarando apoio para que Delcy Rodríguez, vice-presidente do país, assuma a Presidência interinamente.
"Nesse mesmo espírito, o Governo Bolivariano garantirá a governabilidade do país, e nossa instituição continuará a empregar todas as suas capacidades disponíveis para a defesa militar, a manutenção da ordem interna e a preservação da paz", destacam.
Ainda no sábado (3), a Câmara Constitucional da Suprema Corte da Venezuela ordenou que Rodríguez assuma interinamente o comando do país na ausência de Nicolás Maduro, que foi capturado pelos Estados Unidos.
O documento é assinado por Vladimir Padrino López, ministro da Defesa da Venezuela, e destaca que os militares ativaram um plano de prontidão operacional.
Isso tem como objetivo "integrar os elementos do Poder Nacional na missão de confrontar a agressão imperial, formando um único bloco de combate para assegurar a liberdade, a independência e a soberania da Nação".
"Chávez vive!... A Pátria continua! Independência e Pátria Socialista!... Viveremos e triunfaremos! O Sol da Venezuela nasce no Essequibo! Independência ou nada!... Sempre leais... Jamais traidores!", conclui o texto.
"Sequestro covarde" de Maduro
O texto também critica os ataques dos Estados Unidos e a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, classificando a ação como "sequestro covarde".
De acordo com López, grande parte da equipe de segurança de Maduro, além de soldados e civis, morreram durante a operação americana. Ele classificou as mortes como "assassinato a sangue frio".
Ainda no sábado, Trump comentou durante uma entrevista que "muitos cubanos" morreram no ataque dos EUA. Segundo o presidente, eles faziam parte da equipe de segurança de Maduro, mas não deu mais detalhes.
*CNN Brasil