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Sexta-Feira, 24 de janeiro de 2020

Polícia

Operação resulta na prisão de três pessoas por crime de pedofilia em Alagoas

Operação resulta na prisão de três pessoas por crime de pedofilia em Alagoas

(Imagem: Assessoria)

Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (4) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Alagoas e em 13 estados, além do Distrito Federal, com o objetivo de combater a prática de crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes, praticados na internet. Três pessoas foram presas, em Maceió.

A ação em Alagoas foi coordenada pela delegada Adriana Gusmão e teve a participação do delegado Fabrício Nascimento, do Núcleo de Inteligência (NI) da Delegacia Geral da Polícia Civil, além de policiais civis da Delegacia Especializada dos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DECCA), da Gerência de Polícia Judiciária da Região 1 (GPJ1), do NI da Delegacia Geral, da Operação Policial Litorânea (Oplit), Asfixia e peritos do Instituto de Criminalística (Perícia Oficial).

De acordo com a delegada Adriana Gusmão, as prisões foram feitas nos bairro do Farol, Conjunto Graciliano Ramos – bairro Cidade Universitária, e no bairro Santa Lúcia, onde foram detidos, respectivamente, um funcionário da Caixa, de nome Cícero; um guarda municipal da Capital (Richardson) e um estoquista de uma empresa farmacêutica (Robson).

Na residência do funcionário da Caixa, foram apreendidos dois HDs externos, dois pen drives, dois cartões de memória, e 1 notebook; na casa do guarda municipal, foram apreendidos 1 aparelho celular, quatro HDs e 1 pen drive; e na casa do estoquista também foi apreendido material também de informática.

Os suspeitos, de acordo com a investigação, armazenavam mídias com pornografia infantil nos computadores e compartilhavam pela internet. Nos três casos, o crime foi confirmado pela perícia.

“As famílias precisam monitorar o que as crianças usam na internet, mas o crime é feito por um adulto, que armazena e busca crianças e adolescentes, por gostar desse tipo de imagem e desse tipo de conduta”, completou.

A operação

A operação Luz na Infância 5 envolveu 656 policiais. A assessoria de comunicação do Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que agentes de aplicação da lei de seis países cumpriram, simultaneamente, mandados de busca e apreensão. Os alvos foram no Brasil, Chile, Panamá, El Salvador, Equador, Paraguai e Estados Unidos.

As ordens de prisão e de busca e apreensão que estão sendo cumpridas em Alagoas tiveram como base elementos informativos coletados em ambientes virtuais com indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva.

A ação decorreu de cooperação mútua entre a Diretoria de Operações da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública e os estados. Houve também colaboração da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio da Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega em Brasília (US Immigration and Customs Enforcement-ICE), oferecendo cursos e capacitações que subsidiaram as cinco fases da Operação Luz na Infância.

As penas para os crimes dos investigados variam de 1 a 8 anos de prisão. Quem armazena material de pornografia infantil tem pena de 1 a 4 anos de prisão. Para quem compartilha, a pena é de 3 a 6 anos de prisão. A punição alcança 4 a 8 anos de prisão para quem produz esse tipo de material.

Nas quatro fases anteriores, a operação prendeu em flagrante 546 suspeitos de abuso e exploração sexual na internet contra crianças e adolescentes. Além das prisões, foram cumpridos no período 1.112 mandados de busca e apreensão.

*Redação Alagoas Alerta com Assessoria