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Sexta-Feira, 08 de maio de 2026

Política externa

Lula sobre conversa com Trump: ‘Demos um passo importante na relação democrática’

Conversa de 3 horas entre os líderes teve como pauta organizações criminosas e tarifas no comércio

Lula sobre conversa com Trump: ‘Demos um passo importante na relação democrática’

Donald Trump cogita ter outros encontros com Lula (Imagem: Ricardo Stuckert/PR )

Após uma reunião de 3 horas com o presidente norte-americano Donald Trump nesta quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil deu um passo importante na relação com os Estados Unidos. A declaração foi dada em uma coletiva de imprensa hoje em Washington, D.C.

“Eu saio daqui com a ideia de que demos um passo importante na consolidação democrática da história que o Brasil tem com os Estados Unidos”, disse Lula.

O presidente ainda comentou que a boa relação entre os países pode servir de exemplo para o mundo. “Eu comentei com ele [Trump] que a boa relação entre o Brasil e os EUA é uma demonstração de que as duas maiores democracias do continente podem efetivamente servir de exemplo para o mundo. Somos muito importantes.”

Considerações de Lula

O presidente brasileiro também relembrou que, durante muito tempo, os Estados Unidos foram o maior parceiro comercial do Brasil, e que pretende firmar cada vez mais o comércio entre as duas potências.

“Foi a partir de 2008 que os americanos perderam potência e deram lugar à China. [...] É importante que os EUA voltem a ter interesse nas coisas do Brasil”, comentou ao contextualizar o mercado comercial brasileiro.

Apesar disso, o petista também criticou o posicionamento americano dos últimos anos. Para ele, os EUA deixaram de olhar para a América Latina.

“Ou não olhavam ou olhavam com olhar de combate. [...] E agora as pessoas perceberam a importância da América Latina nesse mundo conturbado.”

Ele citou que os acordos do Mercosul com a União Europeia fizeram parte da conversa e que esses projetos dão uma “dimensão de defesa” do multilateralismo.

“Isso dá uma dimensão de defesa do multilateralismo contra o unilateralismo colocado em prática pelas taxações do presidente Trump”, argumentou.

*R7/Brasília