Quinta-Feira, 30 de abril de 2026
Quinta-Feira, 30 de abril de 2026
Jorge Messias foi indicado por Lula para assumir cadeira no Supremo Tribunal Federal. Essa foi a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao STF.
"Sou grato aos votos que recebi. Acho que cada um de nós cumpre um proposito e eu cumpri o meu. Vim hoje, participei, me submeti a uma sabatina de coração aberto, de alma leve. Falei a verdade, o que penso, o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Nós temos que aceitar. O Plenário do Senado é soberano", afirmou Messias.
O advogado-geral disse ainda que faz parte do processo democrático "saber ganhar e saber perder".
"Eu acho que hoje estamos diante de um processo que tem um grande significado. Não é simples para alguém de minha trajetória passar por uma rejeição", completou.
Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo.
"Eu sou grato pela confiança que o presidente Lula depositou em mim. O presidente Lula me deu uma grande honra de ter participado deste processo e a ele eu agradeço essa oportunidade. Eu não encaro isso aqui como um fim. Isso aqui é uma etapa do processo da minha vida. A história não acaba aqui", disse o AGU.
Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 e uma abstenção. A votação foi secreta. O ministro de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta.
Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/2/v/Ulx1E7QqOAZM9ECQimHQ/age20260429013ok.jpg)
O advogado-geral da União Jorge Messias participa de sabatina realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF), no Congresso Nacional, em Brasília (DF), nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026 — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
A nova indicação precisará ser validada pelo Senado.
Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a indicação de Messias por 16 votos a 11. O Plenário ainda precisava votar e dar aval ao nome.
*G1/Brasília