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Quarta-Feira, 11 de março de 2026

Política

Após aprovação no Congresso, PL da Dosimetria pode se tornar lei mesmo com veto de Lula

Proposta vai passar por análise do presidente Lula, que já indicou que vai vetar o texto. Projeto já é alvo de questionamento no STF.

Após aprovação no Congresso, PL da Dosimetria pode se tornar lei mesmo com veto de Lula

PL da Dosimetria: avança no Senado projeto que pode reduzir penas de Bolsonaro e outros condenados pela trama golpista (Imagem: Jornal Nacional/ Reprodução)

Em paralelo, a proposta já é alvo de uma ação de parlamentares no Supremo Tribunal Federal para parar a tramitação do texto no Congresso. Além disso, mesmo se virar lei, o texto pode ter a validade questionada no Supremo Tribunal Federal.

g1 explica os caminhos possíveis do projeto.

O que decidiu o Senado?

 

Os senadores aprovaram o projeto de lei que viabiliza a redução da punição aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros réus do "núcleo crucial" da trama golpista e envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O projeto já tinha sido aprovado na Câmara dos Deputados.

O que Lula pode fazer quanto à proposta?

 

Agora, o texto segue para a análise do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vai sancionar ou vetar.

Ele terá 15 dias úteis a partir do momento em que o Planalto receber o projeto. Se Lula sancionar, a proposta se transforma em lei. Se vetar, não entra em vigor.

O que o Congresso pode fazer se houver veto?

 

Se o presidente vetar, o tema volta a ser apreciado pelo Congresso.

  • Deputados e senadores vão decidir se mantêm ou derrubam o veto. Para derrubar, precisam do apoio de 257 deputados e 41 senadores.
 

Se o veto for derrubado, a proposta se torna lei.

Caso o presidente Lula vete o texto, o veto será analisado pelo Congresso Nacional. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Caso o presidente Lula vete o texto, o veto será analisado pelo Congresso Nacional. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O que acontece se o projeto virar lei?

 

Se a proposta entrar em vigor, pode ser alvo de questionamentos de partidos políticos, entidades de classe, Procuradoria-Geral da República e do próprio governo.

Estes são alguns dos agentes autorizados pela Constituição a entrar com ações no STF questionando a validade de leis.

Se o tema chegar à Suprema Corte, caberá aos ministros decidir se a norma está de acordo com a Constituição. Se não estiver, a lei é anulada.

O Supremo pode tomar alguma medida antes de o texto virar lei?

 

Sim, mas a partir de um pedido feito pelos próprios parlamentares. Por meio de um mandado de segurança, eles podem questionar a tramitação do projeto.

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com estátua da Justiça em destaque. — Foto: Divulgação/STF

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com estátua da Justiça em destaque. — Foto: Divulgação/STF

Um pedido nessa linha, sobre o projeto da dosimetria, já foi feito ao Supremo por líderes do PT, PSB, PCdoB e PSOL da Câmara.

Eles consideram que houve irregularidades a tramitação no Senado:

  • o uso de uma suposta emenda de redação para mudar o trecho que trata da progressão de regime. Na prática, eles entendem que a mudança no texto foi de mérito e, por isso, deveria voltar à Câmara.
  • a diminuição de prazos de apreciação na Comissão e Constituição e Justiça do Senado.
 

Se considerar que o andamento foi irregular, o STF pode suspender a tramitação do projeto.

*TV Globo — Brasília